HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre a pancreatite aguda, assinale a opção INCORRETA.
Pancreatite aguda: Nutrição enteral é preferível à parenteral, se tolerada, para manter integridade intestinal.
A nutrição enteral precoce é preferível à parenteral na pancreatite aguda, especialmente na forma grave, pois ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, prevenir translocação bacteriana e reduzir complicações infecciosas. A via oral é contraindicada apenas na fase inicial ou em casos de intolerância.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. As causas mais comuns são a biliar (cálculos biliares) e o etilismo, respondendo por cerca de 80% dos casos. O diagnóstico baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis. O tratamento inicial foca em medidas de suporte: reposição hidreletrolítica vigorosa para combater a hipovolemia, analgesia adequada para controle da dor intensa e monitorização rigorosa para identificar precocemente a falência de órgãos. O uso de antibióticos profiláticos não é recomendado; eles são indicados apenas em casos de infecção documentada ou fortemente suspeita, como necrose infectada. Em relação ao suporte nutricional, a nutrição enteral precoce é a via preferencial, se tolerada, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e diminui o risco de complicações infecciosas em comparação com a nutrição parenteral. A via oral pode ser reintroduzida assim que a dor e os sintomas melhorarem. A nutrição parenteral é reservada para pacientes que não toleram a via enteral por um período prolongado.
As duas causas mais comuns de pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos na vesícula biliar) e o etilismo. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, trauma, medicamentos, infecções e procedimentos como a CPRE.
Antibióticos de largo espectro não são recomendados rotineiramente na pancreatite aguda. Sua indicação principal é em casos de necrose pancreática infectada documentada, abscesso pancreático ou colangite associada, ou em suspeita forte de infecção.
A reposição hidreletrolítica agressiva e precisa é uma medida inicial crucial no tratamento da pancreatite aguda, pois ajuda a prevenir a isquemia pancreática, a falência de órgãos e a reduzir a gravidade da doença.
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