UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Sobre a neoplasia de pâncreas é correto afirmar que:
Pancreatectomia corpo-caudal → Pode ser realizada com preservação esplênica.
A pancreatectomia distal permite a preservação do baço em lesões benignas ou de baixa malignidade, utilizando a técnica de Warshaw ou a preservação dos vasos esplênicos.
O adenocarcinoma de pâncreas permanece como um dos tumores de pior prognóstico na gastroenterologia. A localização no corpo e cauda frequentemente leva a diagnósticos tardios, pois os sintomas de icterícia (comuns na cabeça do pâncreas) demoram a surgir. A ressecção cirúrgica é a única chance de cura. A pancreatectomia distal com preservação esplênica é preferida em tumores neuroendócrinos ou neoplasias císticas mucinosas. Tecnicamente, pode ser feita preservando a artéria e veia esplênica ou através da técnica de Warshaw, que se baseia na circulação colateral via vasos gástricos curtos.
A preservação do baço evita o estado de imunossupressão pós-esplenectomia, reduzindo o risco de sepse por germes encapsulados (OPSI - Overwhelming Post-Splenectomy Infection) e eliminando a necessidade de vacinação específica vitalícia.
O tabagismo é o principal fator de risco modificável bem estabelecido, superando a obesidade em termos de risco relativo. Outros fatores incluem pancreatite crônica, diabetes mellitus de início recente e síndromes genéticas.
Não. O CA 19-9 possui baixa sensibilidade para tumores pequenos e pode estar elevado em condições benignas (icterícia obstrutiva). Sua principal utilidade é no acompanhamento pós-operatório e na avaliação da resposta quimioterápica.
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