Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
As principais causas de pancreatites são a biliar e alcoólica, porém causas mais raras não devem ser negligenciadas, o ""pâncreas divisum"" é uma delas e deve-se a:
Pâncreas divisum = falha fusão ductos pancreáticos ventral e dorsal.
O pâncreas divisum é uma anomalia congênita em que os ductos pancreáticos ventral e dorsal não se fundem adequadamente, levando a uma drenagem deficiente da maior parte do pâncreas pelo ducto de Santorini, predispondo a pancreatite.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com etiologias mais comuns sendo a biliar e a alcoólica. No entanto, é crucial para o residente reconhecer causas menos frequentes, como o pâncreas divisum, especialmente em casos de pancreatite idiopática ou recorrente. O pâncreas divisum é a anomalia congênita mais comum do pâncreas, ocorrendo em cerca de 5-10% da população. Ele resulta de um defeito na fusão dos ductos pancreáticos ventral e dorsal durante a embriogênese. Isso faz com que a maior parte do pâncreas (corpo e cauda, drenados pelo ducto dorsal) drene através da papila menor, que é mais estreita e pode causar obstrução e refluxo, levando à inflamação. O diagnóstico é feito por colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). O tratamento, quando indicado para pancreatite recorrente, geralmente envolve procedimentos endoscópicos para melhorar a drenagem do ducto dorsal. Compreender essa condição é vital para um diagnóstico diferencial completo e manejo adequado.
Pâncreas divisum é uma anomalia congênita onde os ductos pancreáticos ventral (ducto de Wirsung) e dorsal (ducto de Santorini) não se fundem durante o desenvolvimento embrionário, resultando em drenagem separada para o duodeno.
A falha na fusão dos ductos leva a uma drenagem inadequada da maior parte do pâncreas (ducto dorsal) através de uma papila menor, o que pode causar estenose relativa e aumento da pressão no ducto, predispondo à pancreatite.
O tratamento pode incluir esfincterotomia endoscópica da papila menor ou colocação de stent no ducto de Santorini para melhorar a drenagem e reduzir a pressão, prevenindo episódios recorrentes de pancreatite.
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