UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Você avalia uma criança de 10 anos que se encontra não responsivo, sem pulsos palpáveis e apnéico, inconsciente caído ao chão de uma escola. Após chamar por ajuda, garantindo a segurança do local, você inicia RCP e solicita um DEA. Após chegada do socorro, ainda sem pulsos palpáveis, o monitor cardíaco revela uma taquicardia de complexo largo e organizado. Você aplica um choque não sincronizado de 2J/Kg. A checagem do ritmo após 2 minutos indica o mesmo ritmo. Você então aplica um choque de 4J/Kg e reinicia a RCP imediatamente, iniciando pelas compressões. Um membro da equipe estabeleceu um acesso intra ósseo e então você administra uma dose de epinefrina 0,01 mg/kg, enquanto a RCP é iniciada, após o segundo choque. O traçado permanece inalterado e, com pulso ainda ausente, administra-se um choque com 6j/kg e reinicia-se a RCP. Com base no algoritmo de parada do PALS, qual a próxima medicação e a dose a ser administrada?
PALS: Após 2º choque e Epinefrina para ritmo chocável persistente → Amiodarona 5 mg/kg ou Lidocaína 1 mg/kg.
No algoritmo PALS para PCR pediátrica com ritmo chocável (FV/TV sem pulso), após o segundo choque e a primeira dose de epinefrina, se o ritmo persistir, a próxima medicação indicada é um antiarrítmico, sendo a amiodarona (5 mg/kg) ou lidocaína (1 mg/kg) as opções.
O algoritmo de Parada Cardiorrespiratória (PCR) do PALS (Pediatric Advanced Life Support) é um guia crucial para o manejo de emergências pediátricas. Em casos de PCR com ritmo chocável, como Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso), a desfibrilação precoce é a intervenção mais importante. A sequência de choques deve ser iniciada com 2 J/kg, seguida por 4 J/kg e, se necessário, doses subsequentes de até 10 J/kg. A epinefrina é a principal droga vasopressora na PCR, administrada a cada 3-5 minutos (0,01 mg/kg IV/IO), independentemente do ritmo. No entanto, para ritmos chocáveis persistentes, após o segundo choque e a primeira dose de epinefrina, o algoritmo PALS preconiza a administração de um antiarrítmico. As opções são amiodarona na dose de 5 mg/kg IV/IO ou lidocaína na dose de 1 mg/kg IV/IO. A compreensão dessa sequência é vital para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea (RCE). A amiodarona e a lidocaína atuam estabilizando o miocárdio e aumentando o limiar de fibrilação, sendo fundamentais para converter ritmos chocáveis refratários. Residentes devem dominar este algoritmo para garantir uma resposta rápida e eficaz em situações de PCR pediátrica.
Os ritmos chocáveis na PCR pediátrica são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso).
A dose inicial de choque para ritmos chocáveis é de 2 J/kg, com doses subsequentes aumentando para 4 J/kg e, se necessário, até 10 J/kg ou dose máxima de adulto.
A amiodarona (5 mg/kg) é indicada após o segundo choque e a primeira dose de epinefrina, se o ritmo chocável persistir, como um antiarrítmico de primeira linha.
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