SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
A respeito da profilaxia para a infecção pelo Virus Sincicial Respiratório (VSR) com palivizumabe, assinale a alternativa ERRADA sobre população-alvo, quando encaminhar e iniciar a aplicação:
Palivizumabe: NÃO aguardar alta para iniciar profilaxia VSR em grupos de risco.
A profilaxia com palivizumabe para VSR deve ser iniciada o mais rápido possível nos grupos de risco, idealmente antes da alta hospitalar, para garantir proteção durante o período sazonal de maior circulação viral. A alternativa D está incorreta porque a alta não é um pré-requisito para o início da aplicação.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa de infecções do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, podendo levar a bronquiolite e pneumonia. Em populações de alto risco, como prematuros e crianças com certas comorbidades, a infecção pelo VSR pode ser grave, exigindo hospitalização e resultando em morbimortalidade significativa. A profilaxia com palivizumabe é uma estratégia crucial para reduzir a gravidade da doença nesses grupos. O palivizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que oferece imunização passiva contra o VSR. Suas indicações são bem estabelecidas e incluem crianças menores de um ano de idade (até 11 meses e 29 dias) nascidas prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas, crianças menores de dois anos com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças menores de dois anos com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica e/ou hipertensão pulmonar. A aplicação deve ser iniciada no período sazonal de maior circulação do VSR na região. Um ponto crítico para a prática clínica e para provas é que a profilaxia não deve ser atrasada. Não se deve aguardar a alta hospitalar da criança para encaminhá-la para a aplicação ambulatorial. O início precoce, mesmo durante a internação, é fundamental para garantir a proteção adequada durante o período de maior risco de infecção. A adesão rigorosa aos critérios e ao calendário de aplicação é essencial para a eficácia da profilaxia.
As principais indicações incluem prematuros com idade gestacional ≤ 28 semanas, crianças < 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças < 2 anos com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica.
As doses devem ser iniciadas conforme o período sazonal de infecções pelo VSR de cada região, e não se deve aguardar a alta hospitalar para o encaminhamento e início da aplicação.
Prematuros e crianças com cardiopatia congênita têm maior risco de desenvolver doença grave pelo VSR, com necessidade de hospitalização e maior morbimortalidade, justificando a profilaxia.
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