Vacinação e Palivizumabe em Prematuros: Guia Essencial

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um lactente de 3 meses e 10 dias, idade cronológica, nascido com 28 semanas, pequeno para a idade gestacional, de parto cesáreo, devido à pré-eclâmpsia materna, é levado à primeira consulta de puericultura. O paciente permaneceu internado por 3 meses, devido ao quadro de síndrome da angústia respiratória do recém-nascido, e recebeu alta sem necessidade de oxigênio suplementar. O APGAR ao nascer foi de 6 no primeiro minuto e 8 no quinto minuto. Os testes do coraçãozinho e do pezinho foram normais. O peso na consulta atual é de 3550 gramas. Consta na caderneta da criança a administração de dose única da vacina para hepatite B, sem o registro de outras vacinas. Considerando o quadro apresentado pelo paciente, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O calendário vacinal deve seguir a idade corrigida do paciente.
  2. B) É recomendada a administração de palivizumabe para esse paciente.
  3. C) A vacina BCG não deve ser administrada para esse paciente.
  4. D) Não é recomendada a administração da vacina contra o rotavírus para esse paciente.
  5. E) Deve-se dar preferência à DTP em relação à DTPa para esses pacientes.

Pérola Clínica

Prematuro extremo (<29 sem) ou com doença pulmonar crônica → Palivizumabe para profilaxia VSR.

Resumo-Chave

Prematuros, especialmente aqueles com idade gestacional muito baixa ou com doença pulmonar crônica, têm risco elevado de doença grave por VSR. O palivizumabe é uma imunoprofilaxia passiva recomendada para reduzir a morbidade e mortalidade nessa população de risco.

Contexto Educacional

A prematuridade, especialmente a extrema, confere aos lactentes uma maior vulnerabilidade a infecções e um desenvolvimento imunológico e pulmonar imaturo. O calendário vacinal para prematuros segue, em sua maioria, a idade cronológica, com algumas particularidades e atenção ao peso mínimo para certas vacinas, como a BCG. A proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um ponto crítico. O VSR é a principal causa de infecções respiratórias graves em lactentes e crianças pequenas, podendo levar a bronquiolite e pneumonia. Prematuros, especialmente aqueles nascidos com idade gestacional ≤ 28 semanas ou com doença pulmonar crônica da prematuridade, apresentam risco significativamente aumentado de desenvolver doença grave por VSR, com maior taxa de hospitalização e mortalidade. O palivizumabe é um anticorpo monoclonal que oferece imunoprofilaxia passiva contra o VSR. Sua administração é recomendada para grupos de alto risco durante o período de sazonalidade do vírus, visando reduzir a gravidade da infecção e suas complicações. É crucial que residentes e pediatras conheçam as indicações precisas e o esquema de administração para otimizar a proteção desses pacientes vulneráveis.

Perguntas Frequentes

Quais prematuros têm indicação de receber palivizumabe?

O palivizumabe é indicado para prematuros nascidos com idade gestacional ≤ 28 semanas, ou aqueles com doença pulmonar crônica da prematuridade, ou cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica significativa, durante o período de sazonalidade do VSR.

A vacinação em prematuros segue a idade cronológica ou corrigida?

A maioria das vacinas segue a idade cronológica, exceto para a vacina contra o rotavírus, que pode ter restrições de idade máxima para a primeira dose. A BCG e Hepatite B são administradas ao nascer, se o peso for adequado.

Por que o vírus sincicial respiratório é perigoso para prematuros?

O VSR pode causar infecções respiratórias graves em prematuros, levando a bronquiolite e pneumonia, com maior risco de hospitalização, necessidade de ventilação mecânica e óbito, devido à imaturidade pulmonar e imunológica.

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