IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre genética humana e padrões de transmissão genética, assinale a alternativa incorreta.
Consanguinidade aumenta risco de doenças autossômicas recessivas, mas não PROVA esse padrão de herança.
A consanguinidade entre os pais é um fator de risco significativo para a manifestação de doenças autossômicas recessivas, pois aumenta a probabilidade de que ambos os pais sejam portadores do mesmo alelo recessivo raro. No entanto, a consanguinidade por si só não é uma prova definitiva do padrão de herança, sendo necessário um diagnóstico genético completo.
A genética humana é um campo fundamental na medicina, com implicações diagnósticas, prognósticas e terapêuticas. Compreender os padrões de transmissão genética é essencial para o aconselhamento genético e para a interpretação de doenças hereditárias. As doenças genéticas podem ser monogênicas, multifatoriais ou cromossômicas, e sua manifestação varia amplamente. Os distúrbios monogênicos, embora individualmente raros, são coletivamente importantes na infância. As doenças genéticas mais graves frequentemente se manifestam precocemente. A herança multifatorial envolve múltiplos genes e interações gene-ambiente, resultando em um padrão de herança mais complexo. Em doenças autossômicas dominantes, a penetrância incompleta (nem todos com o gene manifestam a doença) e as mutações novas (o indivíduo afetado é o primeiro na família) são conceitos importantes que explicam a variabilidade na expressão familiar. A consanguinidade, embora aumente significativamente o risco de doenças autossômicas recessivas, não é uma prova definitiva desse padrão de herança, mas sim um forte indicativo que exige investigação genética aprofundada.
A consanguinidade aumenta a probabilidade de que os pais compartilhem alelos recessivos raros, elevando o risco de seus filhos manifestarem doenças autossômicas recessivas, onde ambos os alelos precisam ser afetados para a doença se expressar.
Distúrbios monogênicos são causados por mutações em um único gene. Embora individualmente raros, em conjunto, contribuem significativamente para a morbidade e mortalidade na infância, sendo importantes para o diagnóstico e aconselhamento genético.
Mutações novas podem fazer com que um indivíduo seja o primeiro na família a manifestar uma doença autossômica dominante. Penetrância incompleta significa que nem todos os indivíduos com o genótipo mutado expressarão o fenótipo da doença, complicando a análise do padrão familiar.
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