Padrão de De Winter no ECG: Reconhecimento e Conduta

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 56 anos, hipertenso e tabagista, é admitido no pronto atendimento com queixa de dor torácica iniciada há cerca de 1 hora. A dor é opressiva, localizada no centro do peito, irradiando para o braço esquerdo, e acompanhada de sudorese. Ele relata que esta é a terceira vez que apresenta esse tipo de dor no último mês, sendo que nas outras ocasiões a dor aliviou em repouso. Hoje, a dor persiste apesar de repouso e uso de medicação sublingual. O exame físico é inespecífico. Um eletrocardiograma (ECG) é realizado, revelando o seguinte padrão: \nQual o padrão eletrocardiográfico encontrado no paciente?

Alternativas

  1. A) Padrão de Wellens.
  2. B) Padrão de Brugada.
  3. C) Padrão de Winter.
  4. D) Padrão de Lown-Ganong-Levine.
  5. E) Padrão de Bayés de Luna.

Pérola Clínica

Padrão de De Winter = Infradesnivelamento de ST + T alta e simétrica em precordiais → Oclusão proximal da DA.

Resumo-Chave

O padrão de De Winter é um equivalente de IAM com supra que sinaliza oclusão aguda da artéria descendente anterior (DA), exigindo cateterismo de urgência imediato.

Contexto Educacional

O reconhecimento de padrões eletrocardiográficos 'atípicos' é vital na emergência cardiovascular. O padrão de De Winter, descrito em 2008, representa uma forma de apresentação da oclusão da DA que não segue a evolução clássica para supra de ST. Identificar esse padrão permite que o clínico ative a equipe de hemodinâmica precocemente, reduzindo o tempo de isquemia e preservando a função ventricular esquerda do paciente.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o padrão de De Winter no ECG?

Caracteriza-se por um infradesnivelamento do ponto J (> 1mm) com ascensão rápida para ondas T altas, simétricas e pontiagudas nas derivações precordiais (V1-V6), geralmente associado a um leve supra de ST em aVR.

Qual a importância clínica do padrão de De Winter?

Ele é considerado um 'equivalente de STEMI'. Embora não haja supra de ST, ele indica uma oclusão aguda e total da artéria descendente anterior proximal em cerca de 2% dos casos de infarto, exigindo reperfusão imediata.

Como diferenciar De Winter de isquemia subendocárdica comum?

Diferente da isquemia comum, o De Winter apresenta ondas T proeminentes e 'hiperagudas' que surgem logo após o infra de ST, mantendo-se persistentes durante a dor, refletindo uma lesão transmural iminente.

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