UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Paciente de 60 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica não tratada, foi trazido à Emergência por pressão arterial elevada e dor retroesternal há mais de 30 minutos, acompanhada de sudorese e mal-estar. O eletrocardiograma realizado (imagem abaixo) mostra
Ondas T bifásicas V2-V3 e invertidas simétricas V4-V6 = Padrão de Wellens → estenose grave DA proximal.
O padrão de Wellens no ECG, caracterizado por ondas T bifásicas em V2-V3 e/ou T invertidas simétricas em V4-V6, é altamente sugestivo de estenose crítica da artéria descendente anterior esquerda, mesmo na ausência de elevação do segmento ST. Indica alto risco de infarto extenso e requer manejo agressivo.
A interpretação do eletrocardiograma (ECG) é uma habilidade fundamental na emergência, especialmente em casos de dor torácica. A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular, e o ECG é crucial para sua estratificação inicial. O padrão de Wellens é um achado eletrocardiográfico específico que indica isquemia miocárdica grave devido a uma lesão crítica na artéria descendente anterior esquerda (DA) proximal. Este padrão é caracterizado por alterações nas ondas T em derivações precordiais, que podem ser bifásicas ou profundamente invertidas e simétricas. A sua identificação é vital, pois prediz um risco elevado de infarto agudo do miocárdio extenso e morte súbita, mesmo na ausência de elevação do segmento ST. O reconhecimento precoce do padrão de Wellens exige um manejo agressivo, incluindo terapia anti-isquêmica e antiplaquetária, e a consideração de intervenção coronária percutânea (ICP) urgente. Residentes devem estar aptos a identificar este padrão para evitar atrasos no tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes.
O padrão de Wellens é caracterizado por ondas T bifásicas (tipo A) em V2 e V3, ou ondas T simétricas e invertidas (tipo B) em V2-V6, geralmente sem elevação significativa do segmento ST ou ondas Q patológicas.
O padrão de Wellens indica uma estenose crítica ou oclusão subtotal da artéria descendente anterior esquerda (DA) proximal, mesmo na ausência de dor torácica ativa ou elevação do segmento ST, e está associado a alto risco de infarto agudo do miocárdio extenso.
Pacientes com padrão de Wellens devem ser manejados como uma síndrome coronariana aguda de alto risco, com monitorização contínua, terapia anti-isquêmica e antiplaquetária, e encaminhamento urgente para estratificação invasiva (cateterismo cardíaco), evitando testes de estresse.
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