UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Você passou pelo rodizio de radiologia, mas sempre que tem tempo acompanha os casos que são direcionados para lá. Em um desses momentos, o médico radiologista lhe mostra uma TC de tórax, de um paciente de 40 anos, que mostra um padrão em “vidro fosco”, você então:
Padrão em vidro fosco na TC de tórax → inespecífico, requer correlação clínica para diagnóstico.
O padrão em vidro fosco na tomografia de tórax é uma alteração radiológica inespecífica, indicando preenchimento parcial dos alvéolos ou espessamento intersticial. Embora seja comum na COVID-19, pode estar presente em diversas outras condições, como edema pulmonar, hemorragia alveolar, pneumonias atípicas e doenças pulmonares intersticiais. Portanto, a correlação clínica e outros exames são essenciais para o diagnóstico.
O padrão em vidro fosco na tomografia computadorizada (TC) de tórax é um achado radiológico comum, mas inespecífico, que representa uma opacificação pulmonar que não obscurece as margens dos vasos e paredes brônquicas. Ele indica uma alteração no parênquima pulmonar que pode ser causada por preenchimento parcial dos alvéolos (por líquido, células, sangue), espessamento do interstício ou colapso alveolar parcial. Sua identificação é crucial, mas sua interpretação exige cautela. Embora tenha ganhado notoriedade durante a pandemia de COVID-19 como um achado frequente, o padrão em vidro fosco não é patognomônico de nenhuma doença específica. Seu diagnóstico diferencial é amplo e inclui condições como edema pulmonar (cardiogênico ou lesão pulmonar aguda), hemorragia alveolar difusa, pneumonias (virais, bacterianas atípicas, Pneumocystis jirovecii), pneumonite por hipersensibilidade, doenças pulmonares intersticiais (como pneumonia intersticial não específica ou fibrose pulmonar idiopática em fases iniciais), e toxicidade por drogas. Para um diagnóstico preciso, é fundamental correlacionar o achado radiológico com a história clínica completa do paciente, incluindo sintomas, comorbidades, exposição a agentes e resultados de exames laboratoriais. A localização e distribuição do vidro fosco, a presença de outros achados na TC (como consolidação, espessamento septal, nódulos) e a evolução temporal das lesões são elementos chave para refinar o diagnóstico diferencial e guiar a conduta terapêutica.
O padrão em vidro fosco refere-se a uma opacidade pulmonar que permite a visualização dos vasos e brônquios subjacentes, sugerindo um preenchimento parcial dos alvéolos por líquido, células ou fibrose, ou um espessamento do interstício pulmonar.
Além da COVID-19, o padrão em vidro fosco pode ser causado por edema pulmonar (cardiogênico ou não cardiogênico), hemorragia alveolar, pneumonias (virais, atípicas, por Pneumocystis), pneumonite por hipersensibilidade, doenças pulmonares intersticiais precoces (como pneumonia intersticial não específica) e toxicidade por drogas.
A diferenciação exige a integração dos achados da TC com a história clínica do paciente, exame físico, exames laboratoriais e, em alguns casos, outros exames de imagem ou biópsia. A distribuição das lesões, a presença de outros achados tomográficos (como consolidação, espessamento septal, bronquiectasias) e a evolução temporal são pistas importantes.
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