Padrão Sinusoidal na Cardiotocografia: Causas e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Ao realizar uma cardiotocografia por redução de movimentação fetal em uma grávida de 36 semanas, o residente considerou o traçado bastante simétrico e foi mostrar aos colegas. Felizmente, o chefe de plantão visualizou o exame e percebeu tratar-se de padrão sinusoidal. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o padrão sinusoidal se caracteriza por amplitude de 10 a 20 bpm.
  2. B) se trata de traçado habitual para tal idade gestacional, dispensando ações complementares.
  3. C) tal traçado coloca a cardiotocografia como categoria II, requerendo manobras de ressuscitação fetal e novo exame.
  4. D) se deve administrar imunoglobulina anti-D na mãe, uma vez que há aloimunização Rh.
  5. E) o presente traçado pode estar associado à infecção fetal por parvovírus B19.

Pérola Clínica

Padrão sinusoidal na cardiotocografia → grave anemia fetal, frequentemente por infecção parvovírus B19 ou aloimunização Rh.

Resumo-Chave

O padrão sinusoidal na cardiotocografia é um sinal ominoso de sofrimento fetal grave, geralmente associado à anemia fetal severa. É crucial identificar rapidamente essa condição, pois requer intervenção imediata, como transfusão intrauterina ou parto, dependendo da idade gestacional e da etiologia.

Contexto Educacional

O padrão sinusoidal na cardiotocografia é um achado raro, mas de extrema gravidade, indicando sofrimento fetal severo, geralmente associado à anemia fetal. Sua identificação precoce é crucial para a tomada de decisões rápidas e eficazes na prática obstétrica. Este padrão se caracteriza por uma onda senoidal regular, com frequência de 2-5 ciclos por minuto e amplitude de 5-15 batimentos por minuto, ausência de acelerações e desacelerações, e variabilidade da linha de base ausente ou mínima. A fisiopatologia do padrão sinusoidal está ligada à disfunção do sistema nervoso central fetal em resposta à hipóxia e anemia graves. As causas mais comuns incluem aloimunização Rh, infecção fetal por parvovírus B19, hemorragia feto-materna e outras condições que levam à hidropsia fetal. O diagnóstico é feito pela análise cuidadosa da cardiotocografia, e a suspeita deve levar à investigação etiológica imediata. O manejo de um feto com padrão sinusoidal requer intervenção urgente. Dependendo da idade gestacional e da causa subjacente, pode ser indicada a transfusão intrauterina de concentrado de hemácias para corrigir a anemia ou o parto de emergência. A compreensão e o reconhecimento deste padrão são essenciais para residentes e profissionais de obstetrícia, visando otimizar o prognóstico fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do padrão sinusoidal na cardiotocografia?

O padrão sinusoidal é um traçado ondulatório, simétrico, com frequência de 2-5 ciclos/min e amplitude de 5-15 bpm, sem acelerações ou desacelerações, e com variabilidade ausente ou mínima.

Qual a principal causa de padrão sinusoidal fetal?

A principal causa é a anemia fetal grave, que pode ser decorrente de aloimunização Rh, infecção por parvovírus B19, hemorragia feto-materna ou outras causas de hidropsia fetal.

Qual a conduta diante de um padrão sinusoidal na cardiotocografia?

Diante de um padrão sinusoidal, é fundamental investigar a causa da anemia fetal (ex: Coombs indireto, pesquisa de parvovírus B19) e considerar intervenções como transfusão intrauterina ou parto de emergência, dependendo da idade gestacional e da gravidade.

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