HA - Hospital das Américas - Rede Américas (SP) — Prova 2018
O padrão dietético se associa ao aumento do excesso de peso e obesidade da população brasileira. As prevalências de excesso de peso e de obesidade aumentaram continuamente. Somado a esses aspectos, outras características negativas dos padrões de consumo alimentar em todo o país e em todas as classes de renda são a participação insuficiente de frutas (2,0%) e verduras e legumes (0,8%) na alimentação. As correlações epidemiológicas de alimentação e renda são listadas abaixo, somente sendo INCORRETA a alternativa:
Renda e consumo alimentar: maior renda → ↑ gorduras, ↓ carboidratos (especialmente açúcares livres).
A relação entre renda e padrão dietético é complexa. Geralmente, com o aumento da renda, observa-se uma maior ingestão de gorduras e proteínas de origem animal, e uma redução no consumo de carboidratos, especialmente os açúcares livres, e não um aumento generalizado de carboidratos.
O padrão dietético da população brasileira tem sofrido importantes modificações nas últimas décadas, impulsionado por fatores socioeconômicos, culturais e ambientais. Essas mudanças estão diretamente relacionadas ao aumento alarmante das prevalências de excesso de peso e obesidade, que representam um grave problema de saúde pública. A análise epidemiológica do consumo alimentar em diferentes classes de renda revela tendências específicas. Tradicionalmente, observa-se que o aumento da renda está associado a uma maior disponibilidade de alimentos processados e ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e sódio, e a uma diminuição do consumo de alimentos in natura e minimamente processados. No entanto, a correlação com macronutrientes é mais matizada: enquanto o consumo de gorduras e proteínas de origem animal tende a aumentar com a renda, o consumo de carboidratos pode diminuir, especialmente os açúcares livres, sendo substituídos por outras fontes calóricas. Compreender essas correlações é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes de promoção da alimentação saudável e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. A intervenção deve considerar as particularidades de cada grupo socioeconômico, visando a melhoria da qualidade da dieta e a redução das desigualdades em saúde.
Com o aumento da renda, observa-se uma tendência à diminuição do consumo de carboidratos (especialmente açúcares livres) e um aumento na ingestão de gorduras e proteínas de origem animal.
As principais características negativas incluem o baixo consumo de frutas, verduras e legumes, e um aumento na prevalência de excesso de peso e obesidade na população.
A transição nutricional no Brasil é caracterizada pela coexistência de desnutrição e obesidade, com um aumento progressivo das doenças crônicas não transmissíveis associadas a padrões alimentares inadequados.
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