UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Paciento de 45 anos, masculino, internado, no 5°pós-operatório de colecistectomia com coledocotomia para retirada de cálculos do colédoco, apresenta drenagem biliar de 700 ml pelo dreno de Kehr. Está com boa evolução, afebril, boa diurese, aceitando alimentação oferecida, ferida operatória em bom aspecto. Quanto à melhor conduta para esse paciente, assinale a alternativa correta.
Drenagem biliar > 500ml/dia no pós-op de coledocotomia com dreno de Kehr → Colangiografia trans-Kehr para avaliar via biliar.
Uma drenagem biliar elevada (>500ml/dia) pelo dreno de Kehr no pós-operatório de coledocotomia, mesmo em paciente com boa evolução clínica, sugere a necessidade de investigar a via biliar. A colangiografia trans-Kehr é o exame de escolha para avaliar a patência da via biliar e identificar possíveis obstruções ou fístulas.
O dreno de Kehr é frequentemente utilizado após coledocotomia para descompressão da via biliar, drenagem de bile e monitoramento de possíveis fístulas. Sua presença permite uma avaliação pós-operatória da integridade do sistema biliar, sendo uma ferramenta importante na recuperação do paciente. A drenagem biliar é esperada, mas volumes elevados ou persistentes podem indicar complicações. No caso de uma drenagem biliar de 700 ml/dia no 5º pós-operatório, mesmo com o paciente afebril e em boa evolução, é crucial investigar a causa. Uma drenagem tão volumosa pode sugerir uma obstrução distal na via biliar principal ou uma fístula biliar não resolvida. A colangiografia trans-Kehr, que consiste na injeção de contraste através do dreno para visualização radiográfica da via biliar, é o exame de escolha para elucidar essa condição. Este procedimento permite identificar cálculos residuais, estenoses, fístulas ou outras anormalidades que possam estar causando a drenagem excessiva. A conduta de alta ou retirada do dreno sem essa investigação seria precipitada e poderia levar a complicações futuras. A CPRE (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada) e a colangiografia por ressonância magnética seriam opções secundárias ou para casos específicos, mas a trans-Kehr é a mais direta e informativa nesta situação.
A colangiografia trans-Kehr é indicada no pós-operatório de cirurgias da via biliar, especialmente quando há drenagem biliar persistente e volumosa pelo dreno de Kehr, para avaliar a patência da via biliar e identificar possíveis obstruções ou fístulas.
O dreno de Kehr é colocado após coledocotomia para descompressão da via biliar, drenagem de bile e detecção de fístulas, além de permitir a realização de colangiografias pós-operatórias para avaliação da via biliar.
Uma drenagem biliar de 700 ml/dia no 5º pós-operatório, mesmo sem outros sintomas, é considerada elevada e pode indicar uma obstrução distal na via biliar ou uma fístula biliar, necessitando de investigação.
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