CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Em pacientes com biomicroscopia semelhantes à das fotos, é comum encontrarmos:
Aumento da curvatura do cristalino (lenticone) → Miopização progressiva.
Alterações na curvatura ou no índice de refração do cristalino (como no lenticone ou catarata nuclear) aumentam o poder convergente do olho, gerando miopia.
A refração ocular depende da harmonia entre o comprimento axial do olho e o poder dióptrico da córnea e do cristalino. No lenticone, a estrutura da cápsula lenticular é incapaz de manter a forma normal do cristalino sob a tensão das zônulas ou pressão interna, resultando em um abaulamento central. Clinicamente, o paciente apresenta uma miopia que não se correlaciona com o comprimento do olho (miopia de curvatura). À medida que a protrusão aumenta, a acuidade visual com correção de óculos declina devido ao astigmatismo irregular e às aberrações ópticas de alta ordem, sendo a biomicroscopia fundamental para o diagnóstico diferencial entre miopia axial e lenticular.
A miopia ocorre porque a protrusão central do cristalino (lenticone) aumenta significativamente a curvatura da superfície lenticular. De acordo com as leis da óptica, quanto maior a curvatura de uma lente, maior o seu poder dióptrico, fazendo com que os raios de luz foquem à frente da retina.
É um sinal clássico observado na oftalmoscopia direta ou retroiluminação na lâmpada de fenda em pacientes com lenticone. A área central protruída do cristalino refrata a luz de forma diferente da periferia, criando uma aparência de gota de óleo no reflexo vermelho.
Além do lenticone, a catarata nuclear (pelo aumento do índice de refração do núcleo) e a microesferofaquia (cristalino pequeno e muito curvo) são causas importantes de miopização de origem lenticular.
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