HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Sobre o atendimento de pessoas que consultam frequentemente assinale a alternativa verdadeira:
Paciente poliqueixoso → validar sofrimento, focar no que pode ser feito, não minimizar.
Pacientes com queixas frequentes e inespecíficas necessitam de uma abordagem empática e integral. É crucial validar o sofrimento, mesmo na ausência de disfunção orgânica clara, e focar nas possibilidades terapêuticas e de cuidado, fortalecendo a relação médico-paciente.
O atendimento de pacientes com queixas frequentes e inespecíficas, muitas vezes referidos como 'poliqueixosos' ou com 'queixas somáticas', representa um desafio comum na Atenção Primária à Saúde (APS). Esses pacientes frequentemente buscam múltiplos profissionais e serviços, sem encontrar alívio para seu sofrimento, que é real, mesmo na ausência de uma disfunção orgânica estruturada. A abordagem deve ser centrada na pessoa, reconhecendo a complexidade da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. A chave para um manejo eficaz reside na construção de uma forte relação médico-paciente, baseada na escuta ativa, na empatia e na validação do sofrimento. É fundamental evitar a minimização das queixas ou a rotulação do paciente. Em vez disso, deve-se enfatizar que, independentemente da etiologia, há sempre algo a ser feito do ponto de vista terapêutico, seja através de acompanhamento, psicoeducação, manejo de sintomas ou, quando indicado, o encaminhamento adequado. Para residentes, desenvolver habilidades de comunicação e uma perspectiva biopsicossocial é crucial. O médico de família e comunidade, em particular, desempenha um papel vital na coordenação do cuidado, integrando diferentes aspectos da saúde do paciente e evitando a fragmentação do atendimento. O objetivo é oferecer um cuidado contínuo, integral e humanizado, que promova a autonomia e o bem-estar do paciente.
A abordagem inicial deve incluir uma escuta atenta e empática, um exame físico detalhado e a validação do sofrimento do paciente, mesmo que não haja uma causa orgânica evidente para todas as queixas.
Uma boa relação médico-paciente, baseada na confiança e no respeito, é fundamental. Ela permite que o paciente se sinta acolhido e compreendido, facilitando a adesão a planos de cuidado que podem não ser apenas medicamentosos.
Não. Muitos pacientes poliqueixosos podem ser manejados na atenção primária com uma abordagem biopsicossocial, que inclui escuta qualificada, psicoeducação e acompanhamento longitudinal. O encaminhamento para especialistas deve ser individualizado.
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