HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Paciente 26 anos, feminina, com nódulo em tireoide de 2cm, apresentando ao USG com doppler vascularização central e calcificações. É realizada PAAF para biopsia e este exame não pode diagnosticar com segurança qual tipo de lesão:
PAAF tireoide → Não diferencia adenoma de carcinoma folicular (invasão capsular).
A PAAF de tireoide é excelente para diagnosticar a maioria dos tipos de câncer de tireoide, mas não consegue diferenciar com segurança um adenoma folicular de um carcinoma folicular, pois essa distinção depende da avaliação da invasão capsular ou vascular, o que requer análise histopatológica de toda a lesão.
O nódulo tireoidiano é um achado comum na prática clínica, e a principal preocupação é excluir malignidade. A ultrassonografia (USG) de tireoide com Doppler é o exame inicial para caracterizar o nódulo, avaliando tamanho, ecogenicidade, margens, presença de calcificações e padrão de vascularização, que são características importantes para estratificar o risco de malignidade. Nódulos com características suspeitas, como hipoecogenicidade, microcalcificações e vascularização central, geralmente requerem investigação adicional. A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por USG é o método mais eficaz para avaliar a citologia de um nódulo tireoidiano e é a ferramenta diagnóstica de primeira linha para a maioria dos nódulos suspeitos. A PAAF permite diagnosticar com alta precisão o carcinoma papilífero (o tipo mais comum de câncer de tireoide), o carcinoma medular e o carcinoma anaplásico, devido às suas características citológicas distintas. No entanto, a PAAF possui uma limitação crucial: ela não consegue diferenciar com segurança um adenoma folicular (lesão benigna) de um carcinoma folicular (lesão maligna). Essa distinção é baseada na presença de invasão capsular ou vascular, que só pode ser avaliada por meio do exame histopatológico de toda a peça cirúrgica após tireoidectomia. Portanto, um resultado de PAAF classificado como "neoplasia folicular" ou "lesão folicular de significado indeterminado" (Bethesda III ou IV) frequentemente indica a necessidade de cirurgia diagnóstica para a confirmação da benignidade ou malignidade.
A PAAF não consegue diagnosticar com segurança o carcinoma folicular porque a distinção entre adenoma folicular (benigno) e carcinoma folicular (maligno) depende da identificação de invasão capsular ou vascular, características que só podem ser avaliadas por exame histopatológico de toda a peça cirúrgica.
Características ultrassonográficas que sugerem malignidade incluem hipoecogenicidade, margens irregulares, microcalcificações, vascularização central ao Doppler e formato mais alto que largo.
A PAAF é muito eficaz no diagnóstico de carcinoma papilífero (o mais comum), carcinoma medular e carcinoma anaplásico, pois estes possuem características citológicas distintivas que podem ser identificadas na amostra.
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