CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Mãe traz sua filha de 2 anos à consulta com queixas de prurido perianal e perineal. Ela diz que o prurido ocorre mais à noite, mas nega febre, diarreia ou vômitos. A menina frequenta creche e é sempre muito ativa. Ao exame físico, a região perianal está bem hiperemiada e irritada, tônus do esfíncter anal normal, sem indícios de trauma por penetração. A região perineal também está avermelhada e escoriada. Exceto pela secreção vaginal esbranquiçada, a região da fralda está limpa. O tratamento mais adequado para o diagnóstico em questão seria:
Oxiuríase: prurido perianal noturno em crianças → Albendazol/Mebendazol para paciente e contactantes.
A oxiuríase (enterobíase) é uma verminose comum em crianças, especialmente em ambientes de creche, caracterizada por prurido perianal e perineal, mais intenso à noite. O tratamento com albendazol ou mebendazol deve ser estendido aos contactantes para evitar reinfecção.
A oxiuríase, causada pelo Enterobius vermicularis, é a verminose mais comum em crianças em idade escolar e pré-escolar, com alta prevalência em ambientes de creche. A transmissão ocorre pela ingestão de ovos, que são facilmente disseminados por mãos contaminadas, alimentos ou objetos. A importância clínica reside no desconforto significativo que causa, afetando o sono e a qualidade de vida da criança, além de poder levar a complicações como vulvovaginite e infecções bacterianas secundárias por escoriações. A fisiopatologia envolve a migração das fêmeas grávidas do intestino grosso para a região perianal durante a noite para depositar ovos, o que desencadeia o prurido intenso. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado pelo método da fita gomada. É crucial suspeitar de oxiuríase em qualquer criança com prurido perianal noturno, especialmente se houver outros casos na família ou na creche. O tratamento consiste na administração de anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol, em dose única, com repetição após duas semanas para eliminar vermes que eclodiram dos ovos ingeridos. É imperativo tratar todos os membros da família e contactantes próximos, além de implementar rigorosas medidas de higiene pessoal e ambiental, como lavagem frequente das mãos, corte das unhas e troca diária de roupas íntimas e de cama, para quebrar o ciclo de autoinfecção e reinfecção.
O principal sintoma é o prurido perianal e perineal, que piora à noite devido à migração das fêmeas para depositar ovos. Pode haver irritação local e, em meninas, vulvovaginite secundária à migração dos vermes.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, e pode ser confirmado pelo teste da fita gomada (método de Graham), que detecta ovos na região perianal pela manhã, antes da higiene.
O tratamento de escolha é com albendazol ou mebendazol, em dose única, repetida após 2 semanas. É fundamental tratar todos os contactantes domiciliares e reforçar medidas de higiene para evitar reinfecção.
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