TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
As Diretrizes Brasileiras para tratamento hospitalar do paciente com Covid-19, segundo o Ministério da Saúde, no que diz respeito ao uso de oxigênio e suporte ventilatório, determina:
Alvo de SpO2 na COVID-19 = 90-94%. Se SpO2 > 94%, reduza a oferta de O2.
O manejo ventilatório na COVID-19 foca em evitar a hipoxemia grave mantendo alvos de saturação conservadores (90-94%) para prevenir lesões induzidas por oxigênio e ventilação.
O manejo da insuficiência respiratória na COVID-19 evoluiu significativamente ao longo da pandemia. Inicialmente, havia uma tendência à intubação precoce, que foi substituída por uma abordagem mais escalonada, priorizando dispositivos de baixo fluxo (cateter nasal, máscara de reservatório) e, se necessário, dispositivos de alto fluxo ou ventilação não invasiva (VNI) em ambientes monitorados. A diretriz do Ministério da Saúde reforça a importância de metas conservadoras de oxigenação. A hipoxemia na COVID-19 é muitas vezes desproporcional ao esforço respiratório do paciente (hipoxemia silenciosa), o que exige monitorização rigorosa da SpO2 e da frequência respiratória. A decisão de escalonar o suporte deve basear-se não apenas na saturação, mas no trabalho respiratório e na resposta clínica global, evitando a hiperóxia desnecessária que pode agravar a lesão pulmonar inflamatória.
De acordo com as diretrizes brasileiras e internacionais para o tratamento hospitalar da COVID-19, o alvo terapêutico de saturação periférica de oxigênio (SpO2) deve ser mantido entre 90% e 94%. Em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou risco de insuficiência respiratória hipercápnica, o alvo pode ser ainda mais baixo (88-92%). Manter a saturação dentro dessa faixa evita a hipoxemia tecidual sem expor o paciente aos riscos da hiperóxia, que pode causar estresse oxidativo, atelectasias de absorção e vasoconstrição coronariana/cerebral.
A suplementação de oxigênio deve ser reduzida ou descontinuada sempre que a SpO2 estiver consistentemente acima de 94%. O objetivo é utilizar a menor fração inspirada de oxigênio (FiO2) necessária para manter o paciente dentro da meta de 90-94%. A redução gradual permite avaliar a estabilidade clínica do paciente e sua capacidade de manter a oxigenação de forma autônoma, além de prevenir o uso desnecessário de recursos e minimizar os efeitos deletérios do excesso de oxigênio no parênquima pulmonar inflamado.
A posição prona espontânea (em pacientes não intubados) pode ser utilizada como uma estratégia adjuvante para melhorar a oxigenação em pacientes com COVID-19 que apresentam hipoxemia. Ela atua melhorando a relação ventilação-perfusão (V/Q), recrutando áreas alveolares dorsais e reduzindo o shunt intrapulmonar. No entanto, as diretrizes enfatizam que a prona espontânea não deve atrasar a intubação orotraqueal se o paciente apresentar sinais de falência respiratória iminente, aumento do trabalho respiratório ou instabilidade hemodinâmica.
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