HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Diante de um quadro de DPOC exacerbado na emergência, qual seria o alvo de saturação de oxigênio e qual o dispositivo de escolha para atingir esse alvo?
DPOC exacerbado → alvo SpO2 88-92% com máscara Venturi para evitar hipercapnia.
Em pacientes com DPOC exacerbado, o objetivo da oxigenoterapia é corrigir a hipoxemia sem induzir hipercapnia significativa. A máscara de Venturi permite um controle preciso da fração inspirada de oxigênio (FiO2), sendo o dispositivo de escolha para manter a saturação dentro da faixa alvo de 88-92%.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, e suas exacerbações são frequentes causas de internação. O manejo adequado da oxigenoterapia é crucial para evitar complicações. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos da DPOC, como a retenção crônica de CO2 e a dependência do drive hipóxico para a respiração, é fundamental para guiar a conduta. O objetivo principal da oxigenoterapia em exacerbações de DPOC é corrigir a hipoxemia sem induzir hipercapnia significativa. A faixa alvo de saturação de oxigênio (SpO2) recomendada é de 88% a 92%. A máscara de Venturi é o dispositivo de escolha, pois permite a entrega de uma FiO2 precisa e controlada, minimizando o risco de hipoventilação e piora da hipercapnia. A monitorização contínua da saturação e, se possível, da gasometria arterial é essencial para ajustar a FiO2 e garantir a segurança do paciente. A falha em atingir o alvo de saturação ou a piora da hipercapnia pode indicar a necessidade de ventilação não invasiva (VNI) ou, em casos mais graves, intubação orotraqueal.
O risco é a supressão do drive respiratório hipóxico, que pode levar à hipoventilação, aumento da PaCO2 (hipercapnia) e acidose respiratória, piorando o quadro clínico do paciente.
A máscara de Venturi permite a entrega de uma fração inspirada de oxigênio (FiO2) precisa e constante, independentemente do padrão respiratório do paciente, o que é crucial para evitar a hipercapnia em DPOC.
Sinais incluem sonolência, confusão mental, cefaleia, asterixe e, em casos graves, coma. A confirmação é feita por gasometria arterial com aumento da PaCO2.
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