IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
A complicação mais comum no tratamento de feridas com oxigenioterapia hiperbárica é:
OHB: Complicação mais comum é barotrauma do ouvido médio devido a alterações de pressão.
A oxigenioterapia hiperbárica (OHB) envolve a inalação de oxigênio a 100% sob pressão elevada. A complicação mais frequente é o barotrauma, especialmente do ouvido médio, devido à dificuldade de equalizar a pressão entre o ambiente externo e a orelha média durante a compressão e descompressão.
A oxigenioterapia hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que consiste na inalação de oxigênio a 100% em uma câmara pressurizada a uma pressão maior que a atmosférica (geralmente 2 a 3 atmosferas absolutas). Este aumento da pressão parcial de oxigênio nos tecidos promove diversos efeitos terapêuticos, como aumento da oxigenação tecidual, angiogênese, efeito bactericida e bacteriostático, e redução de edema. Apesar de seus benefícios, a OHB não é isenta de riscos. As complicações são geralmente relacionadas à pressão (barotrauma) ou à toxicidade do oxigênio. O barotrauma é a complicação mais comum, afetando principalmente o ouvido médio, mas também pode ocorrer nos seios paranasais, pulmões (pneumotórax) e dentes. O barotrauma do ouvido médio ocorre devido à falha em equalizar a pressão entre o ambiente externo e a orelha média, resultando em dor, plenitude auricular e, em casos mais graves, hemotímpano ou perfuração da membrana timpânica. Outras complicações incluem toxicidade pulmonar (traqueobronquite, pneumonite) e toxicidade do sistema nervoso central (convulsões), ambas relacionadas à exposição prolongada a altas pressões parciais de oxigênio. A miopia transitória é uma complicação ocular que pode ocorrer após sessões repetidas. A prevenção do barotrauma envolve manobras de Valsalva e, em alguns casos, miringotomia ou tubos de ventilação.
É uma lesão causada pela diferença de pressão entre o ambiente externo e o ouvido médio, que ocorre durante a compressão ou descompressão na câmara hiperbárica, podendo causar dor, plenitude auricular, zumbido e, em casos graves, perfuração timpânica.
As indicações incluem doença descompressiva, embolia gasosa arterial, intoxicação por monóxido de carbono, infecções necrotizantes de tecidos moles, osteomielite refratária, lesões por radiação e feridas de difícil cicatrização.
A única contraindicação absoluta é o pneumotórax não tratado, devido ao risco de pneumotórax hipertensivo. Outras contraindicações relativas incluem doença pulmonar obstrutiva crônica grave, claustrofobia e gravidez.
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