HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta sobre a oxigenioterapia:
Oxigenioterapia → corrigir hipoxemia, evitar hiperoxia e toxicidade pulmonar.
A oxigenioterapia deve ser titulada para atingir a saturação alvo, geralmente 92-96%, evitando tanto a hipoxemia quanto a hiperoxia, que pode causar toxicidade pulmonar, atelectasia de absorção e vasoconstrição. Condições como intoxicação por cianeto causam hipoxia tecidual sem hipoxemia, e shunts significativos ou metahemoglobinemia podem ser refratários à suplementação de oxigênio.
A oxigenioterapia é uma intervenção fundamental na medicina, utilizada para corrigir a hipoxemia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue. No entanto, sua administração deve ser criteriosa, pois tanto a hipoxemia quanto a hiperoxia (excesso de oxigênio) podem ser prejudiciais. O objetivo é manter a saturação de oxigênio dentro de uma faixa terapêutica segura, geralmente entre 92% e 96% para a maioria dos pacientes, ou 88% a 92% em condições como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A fisiopatologia da hipoxemia pode envolver diversas causas, como distúrbios de ventilação-perfusão, hipoventilação, shunts direita-esquerda e baixa pressão inspiratória de oxigênio. É crucial diferenciar hipoxemia de hipoxia tecidual, que é a deficiência de oxigênio nos tecidos, podendo ocorrer mesmo com PaO2 normal, como na intoxicação por cianeto ou anemia grave. A suplementação de oxigênio é eficaz para corrigir a hipoxemia, mas não necessariamente a hipoxia tecidual em todos os cenários. O tratamento com oxigênio deve ser individualizado, considerando a condição clínica do paciente e a causa da hipoxemia. A hiperoxia pode levar a efeitos adversos significativos, incluindo toxicidade pulmonar (formação de radicais livres), atelectasia de absorção, e em pacientes com DPOC, a supressão do drive respiratório. Portanto, a monitorização contínua da saturação de oxigênio e a titulação do fluxo de oxigênio são práticas essenciais para otimizar os benefícios e minimizar os riscos da oxigenioterapia.
A hiperoxia pode levar à toxicidade pulmonar, atelectasia de absorção, vasoconstrição e, em pacientes com DPOC, à depressão do drive respiratório.
A meta de saturação de oxigênio para a maioria dos pacientes é de 92-96%, embora em algumas condições específicas, como DPOC, metas mais conservadoras (88-92%) sejam indicadas.
Não, a intoxicação por cianeto causa hipoxia tecidual por inibição da cadeia respiratória, mas não necessariamente hipoxemia (baixa PaO2 no sangue).
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