HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Homem de 72 anos de idade está internado na unidade de terapia intensiva após apresentar crises convulsivas reentrantes há um dia. Na ocasião, teve trauma de parede torácica e fratura de arco costal, que está sendo tratada de forma conservadora com medicações sintomáticas. Tem história prévia de epilepsia, em uso de carbamazepina. Evolui hoje com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame, está torporoso, com pupilas mióticas e leves espasmos musculares. Apresenta PA 100x60mmHg; FC 72 bpm e FR 6 ipm. Atualmente, está em uso de paracetamol, carbamazepina, clonazepam, sendo que a última dose foi feita há cerca de 6 horas, fenitoína, cuja dose de ataque foi feita há 24 horas, e morfina em infusão contínua, a qual, no momento da avaliação, estava sendo infundida na dose prescrita corretamente. Não há informações se foram feitas ou não doses de resgate de morfina nas últimas 12 horas. Qual é a conduta que deve ser adotada de imediato?
Overdose opioide → depressão respiratória + miose + rebaixamento consciência = Suspender opioide + Naloxone.
A tríade clássica de overdose por opioides inclui depressão respiratória, miose puntiforme e rebaixamento do nível de consciência. A bradipneia grave (FR 6 ipm) é o sinal mais crítico e a indicação primária para administração de naloxone, um antagonista opioide, e suspensão do agente.
A overdose por opioides é uma emergência médica grave, caracterizada pela depressão do sistema nervoso central e respiratório devido ao uso excessivo de substâncias opioides. A incidência tem aumentado globalmente, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais para profissionais de saúde, especialmente em ambientes de emergência e terapia intensiva. A rápida identificação dos sinais e sintomas é vital para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve a ligação dos opioides aos receptores μ (mu) no tronco cerebral, resultando em diminuição da frequência respiratória, miose e sedação. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de depressão respiratória, miose e alteração do nível de consciência, em um paciente com histórico de uso de opioides. É importante suspeitar mesmo em pacientes em uso terapêutico, especialmente idosos ou com comorbidades que alteram o metabolismo. O tratamento é primariamente de suporte e reversão farmacológica. A conduta imediata inclui a garantia da via aérea, ventilação assistida se necessário, e a administração de naloxone, um antagonista competitivo dos receptores opioides. A dose e a via de administração do naloxone devem ser ajustadas conforme a resposta do paciente, com monitorização contínua para evitar a recorrência da depressão respiratória e manejar a síndrome de abstinência aguda.
Os sinais clássicos incluem depressão respiratória (bradipneia), miose puntiforme e rebaixamento do nível de consciência, podendo evoluir para coma.
A conduta imediata é suspender o opioide e administrar naloxone, um antagonista opioide, para reverter a depressão respiratória e os efeitos no SNC.
A depressão respiratória é o sinal mais crítico porque leva à hipóxia cerebral e pode rapidamente resultar em parada cardiorrespiratória e morte se não for prontamente revertida.
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