Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Criança de 2 anos de idade apresenta nível líquido em orelha média direita em consulta de rotina, sem hiperemia ou abaulamento da membrana timpânica. No momento está sem dor e/ou febre, em fase final e resolução de um resfriado comum recente. Qual o diagnóstico e a conduta mais corretos?
Nível líquido em orelha média + sem sinais inflamatórios agudos (dor/febre/hiperemia) → Otite Média com Efusão (OME).
A Otite Média com Efusão (OME) é caracterizada pela presença de líquido na orelha média sem sinais e sintomas de infecção aguda. É comum após infecções virais de vias aéreas superiores e, na maioria dos casos, resolve-se espontaneamente, necessitando apenas de acompanhamento.
A Otite Média com Efusão (OME), também conhecida como otite serosa ou otite secretora, é uma condição comum na infância, caracterizada pela presença de líquido na orelha média sem sinais ou sintomas de inflamação aguda. É frequentemente uma sequela de infecções de vias aéreas superiores ou de uma Otite Média Aguda (OMA) que não se resolveu completamente, sendo mais prevalente em crianças pequenas devido à imaturidade da tuba auditiva. O diagnóstico é feito por otoscopia, que revela uma membrana timpânica geralmente opaca, retraída ou com nível líquido e bolhas, mas sem hiperemia ou abaulamento. A criança pode apresentar perda auditiva condutiva leve, mas geralmente está assintomática em relação à dor ou febre. A fisiopatologia envolve a disfunção da tuba auditiva, que impede a ventilação adequada da orelha média e a drenagem de secreções. A conduta na OME é predominantemente expectante, com acompanhamento clínico e reavaliação em 2 a 3 meses, pois a maioria dos casos tem resolução espontânea. Antibióticos não são indicados. Intervenções como timpanotomia com inserção de tubos de ventilação são consideradas apenas em casos de OME persistente (geralmente >3 meses) associada a perda auditiva significativa ou atraso no desenvolvimento da fala.
O diagnóstico de OME baseia-se na presença de líquido na orelha média, evidenciado por otoscopia (nível líquido, bolhas, retração ou opacificação da membrana timpânica), sem sinais ou sintomas de infecção aguda, como dor, febre ou hiperemia da membrana.
A conduta inicial para OME é o acompanhamento atento e a observação, pois a maioria dos casos resolve-se espontaneamente em 2 a 3 meses. Antibióticos não são indicados, a menos que haja sinais de infecção aguda sobreposta.
A OME persistente pode levar à perda auditiva condutiva, atrasos no desenvolvimento da fala e linguagem, e, em casos raros, alterações estruturais da membrana timpânica. Por isso, o acompanhamento é crucial para identificar a necessidade de intervenção.
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