Otite Média Aguda em Lactentes: Tratamento e Diagnóstico

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024

Enunciado

Lactente, 20 meses, iniciou com febre de 38,5ºC, recusa alimentar e irritabilidade. Mãe nega quadro gripal prévio e refere que seu filho está com dor no ouvido direito. Pais fumantes. A mãe o amamentou até o 18º mês de vida. Calendário vacinal em dia de acordo com o Programa Nacional de Imunizações. Ao exame físico a criança apresenta bom estado geral, dor à mobilização da orelha direita e à otoscopia notou-se hiperemia e abaulamento de membrana timpânica direita com presença de efusão. Qual o tratamento inicial indicado para o caso:

Alternativas

  1. A) Azitromicina e sintomáticos.
  2. B) Amoxicilina e sintomáticos.
  3. C) Clindamicina e sintomáticos.
  4. D) Timpanocentese e clindamicina.

Pérola Clínica

Lactente com OMA (febre, dor ouvido, abaulamento MT) → Amoxicilina + sintomáticos. Tabagismo passivo é fator de risco.

Resumo-Chave

O caso descreve uma Otite Média Aguda (OMA) em lactente, caracterizada por febre, irritabilidade, dor no ouvido e achados otoscópicos de hiperemia e abaulamento da membrana timpânica com efusão. A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha para o tratamento da OMA não complicada, associada a sintomáticos para dor e febre.

Contexto Educacional

A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, especialmente em lactentes e pré-escolares. É caracterizada por inflamação e efusão no ouvido médio, com início agudo de sinais e sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos achados da otoscopia, que tipicamente revela hiperemia, abaulamento e opacificação da membrana timpânica. O tratamento da OMA em lactentes geralmente envolve o uso de antibióticos e sintomáticos para alívio da dor e febre. A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha devido à sua eficácia contra os principais patógenos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis) e bom perfil de segurança. A duração do tratamento varia, mas geralmente é de 10 dias para crianças menores de 2 anos. É importante identificar e aconselhar sobre fatores de risco modificáveis, como o tabagismo passivo, que aumenta significativamente a incidência de OMA. Para residentes, o manejo adequado da OMA é uma habilidade essencial, visando evitar complicações como perfuração da membrana timpânica, mastoidite ou perda auditiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de OMA em lactentes?

Os sinais e sintomas de OMA em lactentes incluem febre, irritabilidade, recusa alimentar, dor no ouvido (pode ser manifestada por puxar a orelha) e, à otoscopia, hiperemia e abaulamento da membrana timpânica com efusão.

Qual o tratamento inicial recomendado para OMA em lactentes?

O tratamento inicial para OMA não complicada em lactentes é a amoxicilina, na dose adequada para a idade e peso, associada a medicamentos sintomáticos para controle da dor e febre, como paracetamol ou ibuprofeno.

Quais fatores de risco contribuem para OMA recorrente em crianças?

Fatores de risco para OMA recorrente incluem tabagismo passivo (como no caso), frequência à creche, uso de chupeta, ausência de aleitamento materno exclusivo e história familiar de OMA.

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