INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Um lactente com 2 anos de idade encontra-se em atendimento no ambulatório de Pediatria por estar apresentando, há dois dias, dor à manipulação do ouvido direito e febre (38 ºC). A mãe relata que a criança frequenta creche desde os 4 meses de idade, quando deixou de ser amamentado e teve o primeiro episódio de otite média aguda. Este é o quinto episódio em um ano e o último ocorreu há pouco mais de um mês. Entre os episódios agudos não se observou efusão. As vacinas do paciente estão em dia. Ao exame físico, apresenta membrana timpânica amarelada e opacificada, com efusão em ouvido médio direito. De acordo com o quadro clínico descrito, a principal hipótese diagnóstica é:
≥3 episódios em 6 meses ou ≥4 em 1 ano → Otite Média Aguda Recorrente.
A OMA recorrente é definida pela frequência de episódios agudos (dor/febre) com resolução completa dos sintomas e da efusão entre as crises.
A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, frequentemente precedida por uma infecção viral das vias aéreas superiores que causa disfunção da tuba auditiva. A recorrência é um desafio clínico e pode impactar o desenvolvimento da linguagem se houver perda auditiva condutiva persistente. O diagnóstico baseia-se na otoscopia pneumática demonstrando abaulamento ou opacidade da membrana timpânica associado a sintomas agudos. O manejo envolve o controle de fatores de risco e, em casos selecionados de falha clínica ou complicações, a indicação de miringotomia com colocação de tubos de ventilação.
A definição clássica é a ocorrência de 3 ou mais episódios distintos de OMA em um período de 6 meses, ou 4 ou mais episódios em 12 meses, desde que pelo menos um tenha ocorrido nos últimos 6 meses.
Na OMA recorrente, a criança apresenta sinais agudos (febre, otalgia) que resolvem totalmente. Na Otite Média Serosa (ou com efusão), há presença de líquido crônico atrás do tímpano sem sinais de infecção aguda.
Frequentar creches, ausência de aleitamento materno, exposição ao tabagismo passivo, uso de chupeta e história familiar de otites são os principais fatores contribuintes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo