INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente com 32 anos refere mal-estar geral, febrícula e coriza há 10 dias. Refere também hábito frequente de lavar e assoar o nariz com soro fisiológico. Há dois dias, após uma sessão prolongada de natação, relata sentir o ouvido direito obstruído, dor localizada e piora da sensação de febre. A paciente trata de lúpus eritematoso sistêmico há dois anos. Ao exame físico geral, apresenta dor em joelhos bilateralmente. Realizam-se os exames de: rinoscopia, em que se verifica hiperemia leve de epitélio nasal; e otoscopia, em que se observa leve hiperemia de membrana timpânica bilateral, demostrando membrana timpânica imóvel bilateralmente à otoscopia pneumática.Nesse caso, o diagnóstico e o tratamento indicados são, respectivamente:
Febre, dor de ouvido, membrana timpânica hiperemiada e imóvel após IVAS → OMA bacteriana; tratar com Amoxicilina/Clavulanato.
A paciente apresenta sintomas de infecção de via aérea superior (IVAS) e, posteriormente, dor de ouvido, febre e otoscopia com membrana timpânica hiperemiada e imóvel, sugerindo otite média aguda (OMA). O histórico de natação e lúpus são fatores de risco, mas o quadro clínico é típico de OMA bacteriana, justificando o uso de amoxicilina com clavulanato.
A Otite Média Aguda (OMA) é uma infecção comum da orelha média, frequentemente precedida por uma infecção de vias aéreas superiores (IVAS) viral. A fisiopatologia envolve a disfunção da tuba auditiva, levando ao acúmulo de secreção e proliferação bacteriana. Em adultos, os sintomas incluem otalgia (dor de ouvido), febre, hipoacusia e sensação de plenitude auricular. O histórico de natação pode ser um fator de risco para otite externa, mas o quadro clínico e os achados da otoscopia (membrana timpânica hiperemiada e imóvel) apontam para OMA. O diagnóstico de OMA é clínico, baseado nos sintomas e nos achados da otoscopia. A otoscopia pneumática é uma ferramenta valiosa, pois a imobilidade da membrana timpânica é um sinal cardinal de efusão na orelha média. Embora a paciente tenha lúpus, que pode predispor a infecções, o quadro é classicamente de OMA bacteriana. O tratamento da OMA bacteriana em adultos geralmente envolve antibioticoterapia sistêmica. A amoxicilina é a primeira escolha, mas em pacientes com uso recente de antibióticos ou com falha terapêutica, a amoxicilina-clavulanato é preferida devido à sua cobertura contra bactérias produtoras de beta-lactamase, como *Haemophilus influenzae* e *Moraxella catarrhalis*. Descongestionantes e anti-histamínicos podem ser usados para alívio sintomático, mas não tratam a infecção.
Os critérios diagnósticos para OMA incluem início agudo de sinais e sintomas, presença de efusão na orelha média (abaulamento da membrana timpânica, nível hidroaéreo, otorreia) e sinais de inflamação da orelha média (eritema ou otalgia moderada a grave).
O tratamento de primeira linha para OMA bacteriana em adultos é a amoxicilina. Em casos de falha terapêutica, uso recente de antibióticos ou suspeita de resistência, a amoxicilina-clavulanato é uma opção preferencial devido à sua cobertura contra bactérias produtoras de beta-lactamase.
A otoscopia pneumática é crucial para avaliar a mobilidade da membrana timpânica. A imobilidade ou mobilidade reduzida da membrana timpânica é um forte indicativo de efusão na orelha média, um dos critérios diagnósticos essenciais para a Otite Média Aguda.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo