SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Bruno, 4 anos de idade, é atendido na Clínica da Família. Os pais referem que há 3 dias ele iniciou com dor no ouvido direito e episódios de febre, sendo o último de 38,8°C. A otoscopia evidencia abaulamento da membrana timpânica direita com presença de otorreia purulenta, sem outras alterações. A principal hipótese diagnóstica e conduta terapêutica são, respectivamente:
OMA com otorreia purulenta → perfuração timpânica, tratar com ATB e analgésicos.
A otite média aguda (OMA) em crianças é caracterizada por dor de ouvido, febre e achados otoscópicos como abaulamento da membrana timpânica. A presença de otorreia purulenta indica perfuração da membrana, mas não necessariamente uma complicação grave como mastoidite, sendo o tratamento com antibióticos e analgésicos via oral a conduta adequada.
A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância, caracterizada por inflamação da orelha média, geralmente de etiologia bacteriana ou viral. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor de ouvido, febre e achados otoscópicos como abaulamento, eritema ou perfuração da membrana timpânica. A presença de otorreia purulenta, como no caso de Bruno, indica que houve uma perfuração da membrana timpânica, permitindo a drenagem do exsudato. Embora a perfuração da membrana timpânica possa parecer alarmante, é uma complicação comum da OMA e, na maioria das vezes, a membrana cicatriza espontaneamente. A conduta terapêutica para OMA com otorreia purulenta em crianças sem sinais de complicação (como mastoidite, que se manifestaria com edema e eritema retroauricular) envolve a prescrição de antibióticos orais (geralmente amoxicilina) para combater a infecção bacteriana e analgésicos/antitérmicos para alívio da dor e febre. É crucial diferenciar a OMA não complicada de condições mais graves como a mastoidite, que exigiria encaminhamento de emergência e tratamento mais agressivo. A otalgia inespecífica ou cerume impactado não se encaixam no quadro clínico de Bruno, que apresenta sinais claros de infecção. Portanto, a abordagem é tratar a infecção e os sintomas, monitorando a evolução clínica.
Os principais sinais e sintomas incluem dor de ouvido (otalgia), febre, irritabilidade, dificuldade para dormir e, em alguns casos, otorreia (saída de secreção pelo ouvido) se houver perfuração da membrana timpânica.
A otorreia purulenta por si só indica perfuração timpânica, mas não necessariamente uma complicação grave. Sinais de complicação como mastoidite incluem dor, edema e eritema retroauricular, proptose da orelha e febre alta persistente.
O tratamento recomendado é a antibioticoterapia oral (ex: amoxicilina) e analgésicos/antitérmicos para controle da dor e febre. A maioria dos casos de OMA com perfuração resolve-se bem com essa abordagem, com cicatrização espontânea da membrana.
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