ENARE/ENAMED — Prova 2023
Assinale a alternativa INCORRETA sobre otite média aguda (OMA).
Síndrome de Down é fator de risco para OMA, não de proteção, devido a alterações anatômicas e imunológicas.
A Síndrome de Down é um reconhecido fator de risco para otite média aguda e suas recorrências, e não um fator de proteção. Isso se deve a características anatômicas específicas da tuba auditiva (mais curta, horizontalizada e disfuncional) e a alterações imunológicas que predispõem esses pacientes a infecções.
A otite média aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância, sendo uma causa frequente de consultas pediátricas e uso de antibióticos. Sua patogênese está intimamente ligada à disfunção da tuba auditiva, que na criança é mais curta, horizontalizada e funcionalmente imatura, facilitando a progressão de patógenos da rinofaringe para a orelha média. Diversos fatores de risco são reconhecidos, como o tabagismo passivo, a frequência a creches e berçários, e a ocorrência do primeiro episódio de OMA em lactentes jovens (antes dos 6 meses), que prediz maior risco de recorrência. Em contraste, o aleitamento materno é um importante fator de proteção, conferindo imunidade e promovendo o desenvolvimento adequado da região orofacial. Condições genéticas como a Síndrome de Down representam um fator de risco significativo para OMA e suas complicações. Isso se deve a alterações anatômicas craniofaciais que afetam a função da tuba auditiva e a deficiências imunológicas. O reconhecimento desses fatores é crucial para a prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado da OMA, visando reduzir a morbidade e o impacto na qualidade de vida infantil.
Fatores de risco incluem tabagismo passivo, frequência a creches/berçários, ocorrência do primeiro episódio antes dos 6 meses, uso de chupeta, e condições como Síndrome de Down e fissura palatina.
O aleitamento materno fornece anticorpos e fatores imunológicos que protegem o lactente contra infecções, além de promover um desenvolvimento orofacial que favorece a função da tuba auditiva.
Na criança, a tuba auditiva é mais curta, mais horizontalizada e mais larga do que no adulto, o que facilita a ascensão de microrganismos da rinofaringe para a orelha média, além de ser mais propensa a disfunções.
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