PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Pré-escolar, 4 anos de idade, comparece ao pronto atendimento com relato de febre, otalgia e secreção ocular, iniciados há três dias. Mãe relata que a dor piorou na última noite, com alívio parcial após uso de dipirona. Ao exame físico, o paciente encontra-se febril (Tax: 38,7°C), observa-se hiperemia e abaulamento da membrana timpânica à direita, secreção purulenta e hiperemia de conjuntiva em olho direito. Assinale a conduta MAIS ADEQUADA para o paciente:
OMA + conjuntivite em pré-escolar → Amoxicilina-clavulanato por 7 dias (H. influenzae).
A presença de otite média aguda (OMA) e conjuntivite concomitantes, especialmente em crianças, sugere fortemente infecção por Haemophilus influenzae não tipável. Nesses casos, a amoxicilina-clavulanato é a escolha preferencial devido à cobertura de cepas produtoras de beta-lactamase, e a duração de 7 dias é adequada para crianças maiores de 2 anos com doença não grave.
A otite média aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância, sendo uma causa frequente de visitas ao pronto-socorro e prescrição de antibióticos. A síndrome otite-conjuntivite, caracterizada pela presença concomitante de OMA e conjuntivite purulenta, é classicamente associada à infecção por Haemophilus influenzae não tipável. O reconhecimento dessa associação é crucial para a escolha terapêutica adequada, visando cobrir cepas produtoras de beta-lactamase. O diagnóstico da OMA baseia-se na otoscopia, que revela abaulamento da membrana timpânica, hiperemia e, por vezes, secreção. Em crianças, a otalgia e a febre são sintomas proeminentes. A fisiopatologia envolve a disfunção da tuba auditiva, levando ao acúmulo de secreção no ouvido médio, que se torna um meio propício para o crescimento bacteriano. A identificação de fatores de risco, como idade jovem, creche e tabagismo passivo, auxilia na estratificação do risco de recorrência. O tratamento da OMA geralmente envolve antibioticoterapia e manejo da dor. A amoxicilina é a primeira escolha na maioria dos casos. No entanto, em situações como a síndrome otite-conjuntivite ou falha terapêutica inicial, a amoxicilina-clavulanato é preferida. A duração do tratamento varia, sendo de 7 dias para crianças maiores de 2 anos com doença não grave. O acompanhamento é importante para monitorar a resolução dos sintomas e identificar possíveis complicações.
Os principais agentes etiológicos da OMA em crianças são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis. A prevalência pode variar com a idade e o status vacinal.
A amoxicilina-clavulanato é indicada para OMA em casos de falha terapêutica com amoxicilina, crianças com OMA grave, ou quando há suspeita de infecção por H. influenzae resistente, como na síndrome otite-conjuntivite.
A duração do tratamento varia com a idade e gravidade. Para crianças de 6 meses a 2 anos, recomenda-se 10 dias. Para crianças maiores de 2 anos com doença leve a moderada, 5 a 7 dias podem ser suficientes.
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