Otite Média Aguda e Conjuntivite: Manejo Pediátrico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Pré-escolar, 4 anos de idade, comparece ao pronto atendimento com relato de febre, otalgia e secreção ocular, iniciados há três dias. Mãe relata que a dor piorou na última noite, com alívio parcial após uso de dipirona. Ao exame físico, o paciente encontra-se febril (Tax: 38,7°C), observa-se hiperemia e abaulamento da membrana timpânica à direita, secreção purulenta e hiperemia de conjuntiva em olho direito. Assinale a conduta MAIS ADEQUADA para o paciente:

Alternativas

  1. A) Prescrever amoxacilina com clavulanato por 7 dias e orientar retorno em 48 horas caso os sintomas persistam.
  2. B) Prescrever amoxacilina por 10 dias e orientar sobre retorno em 48 horas caso os sintomas persistam.
  3. C) Prescrever analgesia adequada e orientar sobre retorno em 48 horas caso os sintomas persistam.
  4. D) Prescrever ceftriaxona, intramuscular, dose única diária, por 3 dias e orientar retorno em 48 horas caso os sintomas persistam.

Pérola Clínica

OMA + conjuntivite em pré-escolar → Amoxicilina-clavulanato por 7 dias (H. influenzae).

Resumo-Chave

A presença de otite média aguda (OMA) e conjuntivite concomitantes, especialmente em crianças, sugere fortemente infecção por Haemophilus influenzae não tipável. Nesses casos, a amoxicilina-clavulanato é a escolha preferencial devido à cobertura de cepas produtoras de beta-lactamase, e a duração de 7 dias é adequada para crianças maiores de 2 anos com doença não grave.

Contexto Educacional

A otite média aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância, sendo uma causa frequente de visitas ao pronto-socorro e prescrição de antibióticos. A síndrome otite-conjuntivite, caracterizada pela presença concomitante de OMA e conjuntivite purulenta, é classicamente associada à infecção por Haemophilus influenzae não tipável. O reconhecimento dessa associação é crucial para a escolha terapêutica adequada, visando cobrir cepas produtoras de beta-lactamase. O diagnóstico da OMA baseia-se na otoscopia, que revela abaulamento da membrana timpânica, hiperemia e, por vezes, secreção. Em crianças, a otalgia e a febre são sintomas proeminentes. A fisiopatologia envolve a disfunção da tuba auditiva, levando ao acúmulo de secreção no ouvido médio, que se torna um meio propício para o crescimento bacteriano. A identificação de fatores de risco, como idade jovem, creche e tabagismo passivo, auxilia na estratificação do risco de recorrência. O tratamento da OMA geralmente envolve antibioticoterapia e manejo da dor. A amoxicilina é a primeira escolha na maioria dos casos. No entanto, em situações como a síndrome otite-conjuntivite ou falha terapêutica inicial, a amoxicilina-clavulanato é preferida. A duração do tratamento varia, sendo de 7 dias para crianças maiores de 2 anos com doença não grave. O acompanhamento é importante para monitorar a resolução dos sintomas e identificar possíveis complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da otite média aguda em crianças?

Os principais agentes etiológicos da OMA em crianças são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis. A prevalência pode variar com a idade e o status vacinal.

Quando a amoxicilina-clavulanato é indicada para otite média aguda?

A amoxicilina-clavulanato é indicada para OMA em casos de falha terapêutica com amoxicilina, crianças com OMA grave, ou quando há suspeita de infecção por H. influenzae resistente, como na síndrome otite-conjuntivite.

Qual a duração recomendada do tratamento antibiótico para OMA em crianças?

A duração do tratamento varia com a idade e gravidade. Para crianças de 6 meses a 2 anos, recomenda-se 10 dias. Para crianças maiores de 2 anos com doença leve a moderada, 5 a 7 dias podem ser suficientes.

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