UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Lactente de 8 meses, sexo masculino, apresentando, há mais 48 horas choro intenso, febre alta (39ºC) e dor à compressão do tragus. Os pais negam alteração da diurese, vômito ou desconforto respiratório. Negam uso de antibiótico previamente. Exame físico geral: criança febril, taquicárdica sem alterações significativas além da otoscopia. Otoscopia bilateral: membrana timpânica abaulada, hiperemiada com perda do brilho. Para este caso, a conduta adequada é:
OMA em lactente > 6 meses sem gravidade → Amoxicilina oral ambulatorial.
A otite média aguda (OMA) em lactentes acima de 6 meses, sem sinais de gravidade (como toxicidade, vômitos persistentes, desidratação ou imunocomprometimento), pode ser tratada ambulatorialmente com amoxicilina oral. A dor à compressão do tragus e os achados otoscópicos são clássicos.
A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, sendo uma causa frequente de visitas ao pronto-socorro. Sua prevalência é maior em lactentes e pré-escolares, com pico de incidência entre 6 e 18 meses de idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações e o uso desnecessário de antibióticos. O diagnóstico da OMA é primariamente clínico, baseado na história e no exame otoscópico. Os critérios diagnósticos incluem início agudo de sinais e sintomas, presença de efusão na orelha média (membrana timpânica abaulada, mobilidade limitada) e sinais de inflamação da orelha média (membrana timpânica hiperemiada, otalgia). A dor à compressão do tragus é um sinal sugestivo, mas não patognomônico. É fundamental diferenciar OMA de otite média com efusão (OME), que não requer antibióticos. O tratamento da OMA em lactentes > 6 meses sem sinais de gravidade é ambulatorial com amoxicilina oral por 7-10 dias, associada a analgésicos e antitérmicos para controle sintomático. Em casos de falha terapêutica ou OMA grave, pode-se considerar amoxicilina-clavulanato ou ceftriaxona. A internação é reservada para casos de complicações, toxicidade ou falha do tratamento oral.
Sinais incluem choro intenso, irritabilidade, febre alta, dor à compressão do tragus e, na otoscopia, membrana timpânica abaulada, hiperemiada e com perda do brilho.
A amoxicilina é a primeira escolha para OMA em crianças > 6 meses sem sinais de gravidade, ou em crianças < 6 meses com OMA unilateral e sem gravidade.
OMA grave é definida por febre ≥ 39°C, otalgia intensa, ou sinais de toxicidade, vômitos persistentes, desidratação ou imunocomprometimento, podendo indicar necessidade de antibióticos de segunda linha ou internação.
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