SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um bebê de 6 meses de vida foi levado pela mãe à equipe de Saúde da Família (eSF) para consulta de rotina de puericultura. A mãe relata que está preocupada, pois a criança mostra-se mais chorosa, apresentando irritabilidade, dificuldade para dormir e pico febril de 39 °C na noite anterior. A criança está previamente hígida, em aleitamento materno exclusivo, fez uso de paracetamol há duas horas e sua temperatura é de 37,5 °C no momento. A mãe nega que a criança tenha alergias medicamentosas. Ao exame físico, verificam-se auscultas pulmonar e cardíaca sem alterações, abdome sem particularidades, otoscopia direita com presença de membrana timpânica abaulada e hiperemiada, sem presença de otorreia. A criança é capaz de firmar a cabeça e apanhar objetos, e as medidas antropométricas estão próximas ao percentil 50. Carteira de vacinação atualizada. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Trata-se de um caso de otite média aguda (OMA). O tratamento deve ser feito com analgésicos, antipiréticos e, se a criança for candidata ao uso de antimicrobianos, a amoxicilina será o antibiótico de escolha.
OMA em lactente: membrana timpânica abaulada/hiperemiada + febre/irritabilidade → Amoxicilina é 1ª escolha se ATB indicado.
A otite média aguda é uma infecção comum em lactentes, caracterizada por sinais inflamatórios na membrana timpânica. O tratamento inicial inclui analgésicos e antipiréticos, sendo a amoxicilina o antibiótico de primeira linha quando há indicação de antibioticoterapia.
A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância, especialmente em lactentes, sendo um motivo frequente de consultas pediátricas. Sua importância clínica reside na alta morbidade, incluindo dor intensa, febre e, se não tratada adequadamente, potenciais complicações como perfuração timpânica ou mastoidite. O diagnóstico precoce e o manejo correto são cruciais para o bem-estar da criança. A fisiopatologia da OMA envolve a disfunção da tuba auditiva, levando ao acúmulo de secreção e proliferação bacteriana. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e, principalmente, na otoscopia, que revela uma membrana timpânica abaulada, hiperemiada e com mobilidade reduzida. É fundamental diferenciar de otite média com efusão, que não requer antibióticos. A suspeita deve surgir em crianças com irritabilidade, febre e dor de ouvido. O tratamento da OMA inclui manejo sintomático com analgésicos e antipiréticos. A decisão de iniciar antibioticoterapia deve considerar a idade da criança e a gravidade do quadro. A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha devido ao seu espectro de ação contra os principais patógenos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis) e bom perfil de segurança. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a recorrência é comum em alguns pacientes.
Em bebês, a OMA pode se manifestar com irritabilidade, choro excessivo, dificuldade para dormir, febre e, ocasionalmente, puxar a orelha. A otoscopia revela membrana timpânica abaulada e hiperemiada.
O tratamento inicial inclui analgésicos e antipiréticos como paracetamol ou ibuprofeno. Se houver indicação de antibioticoterapia, a amoxicilina é o antibiótico de escolha.
A antibioticoterapia é indicada para crianças menores de 6 meses, crianças com otorreia, OMA bilateral em crianças de 6 a 23 meses, ou OMA grave (febre >39°C, dor moderada a grave) em qualquer idade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo