UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Em crianças com diagnóstico de Otite Média Aguda (OMA) sem sinais de gravidade e com provável acompanhamento clínico posterior, devem ser considerados: idade, sinais e sintomas para que se determine o tratamento adequado. Assim, é CORRETO afirmar que crianças entre:
OMA em < 2 anos com febre ≥ 39°C ou dor moderada/grave → Antibiótico imediato.
A decisão de prescrever antibióticos na OMA depende da idade, gravidade dos sintomas (febre/dor) e se a infecção é bilateral, visando reduzir o uso desnecessário em casos virais ou autolimitados.
A Otite Média Aguda é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, frequentemente precedida por uma infecção viral de vias aéreas superiores que causa disfunção da tuba auditiva. O diagnóstico é clínico, baseado no início agudo de sintomas, presença de efusão no ouvido médio (abaulamento da membrana timpânica) e sinais de inflamação. A tendência atual é a redução do uso indiscriminado de antibióticos, priorizando o tratamento imediato para grupos de maior risco: crianças menores de 6 meses, crianças de 6 meses a 2 anos com doença bilateral ou grave, e qualquer criança com sintomas severos. A compreensão desses critérios é essencial para o residente de pediatria e medicina de família.
A observação vigilante (watchful waiting) por 48-72 horas pode ser considerada em crianças ≥ 6 meses com OMA unilateral sem sinais de gravidade (febre baixa, dor leve) ou em crianças ≥ 2 anos com OMA bilateral sem gravidade. É fundamental que os pais tenham fácil acesso ao serviço de saúde caso os sintomas persistam ou piorem, garantindo a segurança da conduta não intervencionista inicial.
Os sinais de gravidade incluem otalgia moderada a grave, dor persistente por mais de 48 horas, febre igual ou superior a 39°C nas últimas 48 horas ou aparência toxêmica. Nesses casos, a antibioticoterapia imediata está indicada independentemente da idade da criança, visando o controle sintomático e a prevenção de complicações supurativas.
A amoxicilina em dose elevada (80-90 mg/kg/dia dividida em duas doses) é a primeira escolha devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae. Se houver falha terapêutica em 48-72 horas ou se a criança tiver usado amoxicilina nos últimos 30 dias ou apresentar conjuntivite purulenta associada (sugerindo H. influenzae), deve-se associar o clavulanato.
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