Otite Média Aguda vs. Efusão: Diferenciais e Diagnóstico em Crianças

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Uma criança de 4 anos foi levada ao pronto-socorro com queixa de otalgia bilateral que começou há menos de 48 horas. Ela está recebendo analgésicos conforme o horário, mas hoje, devido à piora da dor, náuseas e febre (com temperatura aferida de até 38,8 °C), sua mãe procurou atendimento médico. A mãe relatou que a criança teve sintomas de infecção das vias aéreas superiores nos últimos cinco dias, incluindo tosse e rinorreia. A paciente não possui histórico de comorbidades anteriores. O exame físico revelou os achados ilustrados na imagem abaixo.Com base no quadro clínico apresentado e em conceitos correlatos, julgue o item.Infere-se que o quadro de infecção de vias aéreas superiores evoluiu com otite média com efusão.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Otalgia + febre + IVAS prévia + membrana timpânica abaulada/hiperemiada = Otite Média Aguda (OMA), não OME.

Resumo-Chave

O quadro clínico de otalgia aguda, febre e sintomas de IVAS, juntamente com achados de membrana timpânica inflamada (abaulada, hiperemiada), é característico de Otite Média Aguda (OMA). A otite média com efusão (OME) geralmente é assintomática ou causa perda auditiva, sem sinais agudos de infecção.

Contexto Educacional

A otite média é uma das infecções mais comuns na infância, sendo uma causa frequente de visitas ao pronto-socorro e prescrição de antibióticos. É crucial para o residente diferenciar a Otite Média Aguda (OMA) da Otite Média com Efusão (OME), pois o manejo e o prognóstico são distintos. A OMA é uma infecção bacteriana ou viral aguda do ouvido médio, enquanto a OME é o acúmulo de líquido sem sinais de infecção aguda. O quadro clínico apresentado na questão, com otalgia bilateral de início súbito, febre e piora da dor após uma IVAS, é altamente sugestivo de OMA. O exame físico da membrana timpânica, que na OMA tipicamente mostra abaulamento, hiperemia e perda de mobilidade, confirma o diagnóstico. A OME, por sua vez, geralmente é assintomática ou se manifesta com perda auditiva condutiva, sem dor ou febre, e a membrana timpânica pode estar retraída ou com nível hidroaéreo, mas sem sinais inflamatórios agudos. O tratamento da OMA envolve analgesia e, em muitos casos, antibioticoterapia, especialmente em crianças menores de 2 anos, com sintomas graves ou otorreia. A OME, por outro lado, é frequentemente autolimitada e o manejo é expectante, com monitoramento da audição. A distinção correta é fundamental para evitar o uso desnecessário de antibióticos na OME e garantir o tratamento adequado na OMA, prevenindo complicações como mastoidite ou perda auditiva crônica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Otite Média Aguda (OMA)?

Os critérios para OMA incluem início súbito de sintomas (otalgia, irritabilidade), presença de efusão no ouvido médio (abaulamento da membrana timpânica, nível hidroaéreo ou otorreia) e sinais de inflamação aguda (hiperemia acentuada da membrana timpânica, otalgia moderada a grave).

Como diferenciar Otite Média Aguda de Otite Média com Efusão?

A OMA apresenta sintomas agudos como dor, febre e irritabilidade, com membrana timpânica abaulada e hiperemiada, indicando inflamação. A OME, por outro lado, é geralmente assintomática, sem sinais de inflamação aguda, e pode causar apenas perda auditiva, com membrana timpânica opaca ou com nível hidroaéreo.

Qual o tratamento inicial para Otite Média Aguda em crianças?

O tratamento inicial para OMA em crianças envolve analgesia para controle da dor e, dependendo da idade, gravidade dos sintomas e fatores de risco, pode-se optar por observação ou antibioticoterapia (geralmente amoxicilina) para combater a infecção bacteriana.

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