MedEvo Simulado — Prova 2026
Um paciente de 68 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 de longa data com controle glicêmico irregular, procura a emergência com queixa de otalgia esquerda intensa e persistente há 20 dias. Relata que a dor é lancinante, piora significativamente durante a noite e irradia para a região da articulação temporomandibular e hemiface ipsilateral. Faz uso de gotas otológicas contendo ciprofloxacino e dexametasona há 12 dias, prescritas em consulta prévia, sem qualquer melhora do quadro. Ao exame físico, apresenta dor extrema à manipulação do pavilhão auricular e do trago. A otoscopia revela edema importante do conduto auditivo externo, com presença de secreção purulenta escassa e tecido de granulação no assoalho do conduto, na junção entre as porções cartilaginosa e óssea. Nota-se, ainda, assimetria facial compatível com paralisia facial periférica ipsilateral (Grau III de House-Brackmann). Não há sinais de flutuação ou hiperemia retroauricular. Os exames laboratoriais mostram glicemia de 278 mg/dL e velocidade de hemossedimentação (VHS) de 102 mm/h. Diante do quadro clínico apresentado, qual a conduta mais adequada?
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