Otite Externa: Fisiopatologia e Fatores de Risco

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022

Enunciado

As afecções da orelha são muito prevalentes na infância e merecem toda a atenção de clínicos e pediatras. Em relação às otites externas, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O pH ácido do conduto é protetor das infecções do conduto auditivo externo. 
  2. B) Presença de hiperemia e abaulamento da membrana timpânica são frequentes, requerendo antibioticoterapia sistêmica na maioria dos casos. 
  3. C) O Streptococcus epidemidis é o agente infeccioso mais comum. 
  4. D) Manter o conduto auditivo externo sempre limpo e livre de cerume é importante na prevenção das otites externas. 
  5. E) São mais comuns nos meses de inverno e os vírus respiratórios são agentes etiológicos prevalentes.

Pérola Clínica

pH ácido do conduto auditivo externo é protetor contra otites externas bacterianas.

Resumo-Chave

O pH ácido do conduto auditivo externo, juntamente com o cerume, forma uma barreira protetora natural contra infecções. A remoção excessiva de cerume ou a alteração do pH podem predispor à otite externa, que é mais comum em climas quentes e úmidos, e não no inverno.

Contexto Educacional

A otite externa é uma inflamação ou infecção do conduto auditivo externo, comum na infância e em adultos, especialmente nos meses mais quentes devido à exposição à água. Sua prevalência é alta, e o manejo adequado é crucial para evitar complicações e recorrências. É importante diferenciar da otite média aguda, que possui etiologia e tratamento distintos. A fisiopatologia envolve a quebra das barreiras protetoras naturais do conduto, como o pH ácido e o cerume. Fatores como umidade excessiva, trauma mecânico e dermatites podem predispor à infecção. Os principais agentes são bactérias como Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. O diagnóstico é clínico, baseado em otalgia, prurido e, por vezes, otorréia, com exame otoscópico revelando edema e eritema do conduto. O tratamento geralmente envolve limpeza do conduto, uso de gotas otológicas com antibióticos e/ou corticoides. A prevenção foca em evitar a umidade excessiva e o trauma. É fundamental que residentes e estudantes compreendam esses aspectos para um diagnóstico e manejo eficazes, evitando o uso desnecessário de antibióticos sistêmicos e orientando corretamente os pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para otite externa?

Os principais fatores de risco incluem umidade excessiva no conduto (natação), trauma local (uso de cotonetes), remoção excessiva de cerume e alterações do pH do conduto auditivo externo.

Qual o papel do pH ácido e do cerume na proteção do ouvido?

O pH ácido do conduto auditivo externo inibe o crescimento bacteriano, enquanto o cerume possui propriedades antibacterianas e forma uma barreira física, protegendo contra infecções.

Quais são os agentes etiológicos mais comuns da otite externa?

Os agentes etiológicos bacterianos mais comuns são Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Raramente, fungos podem causar otomicose, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

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