UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
As afecções da orelha são muito prevalentes na infância e merecem toda a atenção de clínicos e pediatras. Em relação às otites externas, assinale a alternativa correta.
pH ácido do conduto auditivo externo é protetor contra otites externas bacterianas.
O pH ácido do conduto auditivo externo, juntamente com o cerume, forma uma barreira protetora natural contra infecções. A remoção excessiva de cerume ou a alteração do pH podem predispor à otite externa, que é mais comum em climas quentes e úmidos, e não no inverno.
A otite externa é uma inflamação ou infecção do conduto auditivo externo, comum na infância e em adultos, especialmente nos meses mais quentes devido à exposição à água. Sua prevalência é alta, e o manejo adequado é crucial para evitar complicações e recorrências. É importante diferenciar da otite média aguda, que possui etiologia e tratamento distintos. A fisiopatologia envolve a quebra das barreiras protetoras naturais do conduto, como o pH ácido e o cerume. Fatores como umidade excessiva, trauma mecânico e dermatites podem predispor à infecção. Os principais agentes são bactérias como Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. O diagnóstico é clínico, baseado em otalgia, prurido e, por vezes, otorréia, com exame otoscópico revelando edema e eritema do conduto. O tratamento geralmente envolve limpeza do conduto, uso de gotas otológicas com antibióticos e/ou corticoides. A prevenção foca em evitar a umidade excessiva e o trauma. É fundamental que residentes e estudantes compreendam esses aspectos para um diagnóstico e manejo eficazes, evitando o uso desnecessário de antibióticos sistêmicos e orientando corretamente os pacientes.
Os principais fatores de risco incluem umidade excessiva no conduto (natação), trauma local (uso de cotonetes), remoção excessiva de cerume e alterações do pH do conduto auditivo externo.
O pH ácido do conduto auditivo externo inibe o crescimento bacteriano, enquanto o cerume possui propriedades antibacterianas e forma uma barreira física, protegendo contra infecções.
Os agentes etiológicos bacterianos mais comuns são Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Raramente, fungos podem causar otomicose, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
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