PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 61 anos, com histórico de doença coronariana crônica (angioplastia com stent há 3 anos), hipertensão arterial controlada e síndrome metabólica, retorna para consulta de acompanhamento. Está em uso de rosuvastatina 40mg/dia aspirina 100 mg/dia e ramipril 5 mg/dia. Relata adesão adequada ao tratamento, sem efeitos adversos relevantes. Exames laboratoriais recentes: * Colesterol total: 168 mg/dL * LDL C: 68 mg/dL * HDL C: 35 mg/dL * Triglicerideos: 302 mg/dL * Glicemia de jejum: 104 mg/dL * HbA1c: 5,8% * Creatinina: 0,9 mg/DI IMC: 29, 2kg / (m^2) PA: 126/78 mmHg. Qual deve ser a conduta mais adequada para otimizar o perfil lipídico desse paciente?
DAC + LDL-C em meta com estatina de alta potência → otimização lipídica = associar ezetimibe para redução adicional de LDL-C.
Em pacientes com doença coronariana crônica e LDL-C já em meta com estatina de alta potência, a otimização do perfil lipídico para redução de risco cardiovascular adicional frequentemente envolve a associação de ezetimibe para uma redução ainda maior do LDL-C, principal alvo terapêutico.
A dislipidemia é um fator de risco modificável crucial na doença coronariana crônica. O manejo visa principalmente a redução do colesterol LDL-C, que é o principal alvo terapêutico para a prevenção de eventos cardiovasculares. Estatinas de alta potência são a base do tratamento, mas nem sempre são suficientes para atingir as metas mais rigorosas, especialmente em pacientes de muito alto risco. A associação de ezetimibe, um inibidor da absorção de colesterol, é uma estratégia eficaz para promover uma redução adicional do LDL-C, sem aumentar a dose da estatina e seus potenciais efeitos adversos. Essa abordagem combinada é fundamental para otimizar o perfil lipídico e reduzir o risco cardiovascular residual em pacientes que já estão em tratamento máximo com estatina. Embora os triglicerídeos elevados sejam um componente da síndrome metabólica e um fator de risco independente, sua abordagem em pacientes com DAC estabelecida deve ser secundária à otimização do LDL-C. Fibratos e ômega 3 têm indicações específicas para triglicerídeos, mas não substituem a terapia intensiva para LDL-C.
A meta de LDL-C para pacientes com doença coronariana crônica é geralmente inferior a 70 mg/dL, e em casos de muito alto risco, pode ser inferior a 55 mg/dL, conforme as diretrizes atuais.
A associação de ezetimibe é indicada quando o paciente não atinge a meta de LDL-C com a dose máxima tolerada de estatina, ou para otimização adicional em pacientes de muito alto risco que já estão em meta, mas se beneficiariam de uma redução ainda maior.
Em pacientes com DAC, a prioridade é a redução do LDL-C. Triglicerídeos elevados devem ser abordados após o controle do LDL-C, com mudanças no estilo de vida e, se persistirem muito altos (>500 mg/dL) ou em pacientes selecionados com TG >200 e HDL baixo, pode-se considerar fibratos ou ômega 3.
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