FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Um adolescente de 17 anos chega ao consultório queixando-se de dor intensa e progressiva na região proximal da tíbia, acompanhada de inchaço local. O raio-X mostra uma lesão osteoblástica com limites imprecisos e reação periosteal do tipo "raios de sol". A biópsia confirma o diagnóstico de osteossarcoma. O tratamento mais adequado para este paciente é:
Osteossarcoma (adolescente, lesão osteoblástica, raios de sol) → QT neoadjuvante + Cirurgia + QT adjuvante (Huvos).
O osteossarcoma é o tumor ósseo primário mais comum em adolescentes, caracterizado por lesões osteoblásticas e reação periosteal em "raios de sol". O tratamento padrão ouro envolve quimioterapia neoadjuvante para reduzir o tumor e tratar micrometástases, seguida de cirurgia de ressecção e quimioterapia adjuvante, com a resposta à neoadjuvância avaliada pelos critérios de Huvos.
O osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum em crianças e adolescentes, com pico de incidência na segunda década de vida. Geralmente afeta as metáfises dos ossos longos, como fêmur distal, tíbia proximal e úmero proximal. Clinicamente, manifesta-se com dor progressiva e inchaço local. É uma neoplasia agressiva com alta capacidade de metástase, principalmente para os pulmões, mesmo em estágios iniciais. O diagnóstico é baseado em achados clínicos, radiológicos (lesão osteoblástica, limites imprecisos, reação periosteal em "raios de sol" ou triângulo de Codman) e confirmado por biópsia. A fisiopatologia envolve a proliferação de células mesenquimais malignas que produzem matriz osteoide. O estadiamento completo inclui ressonância magnética local e tomografia de tórax para pesquisa de metástases. O tratamento do osteossarcoma é multimodal e consiste em quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória), cirurgia de ressecção do tumor com margens livres e quimioterapia adjuvante (pós-operatória). A quimioterapia neoadjuvante visa reduzir o tumor, tratar micrometástases e avaliar a resposta tumoral, que é fundamental para o prognóstico e é quantificada pelos critérios de Huvos (grau de necrose tumoral). A cirurgia é geralmente de salvamento de membro, mas a amputação pode ser necessária em casos selecionados. A quimioterapia adjuvante continua a erradicar células tumorais residuais.
Os achados incluem uma lesão osteoblástica ou mista, limites imprecisos, destruição cortical, e reações periosteais agressivas como o triângulo de Codman ou o padrão em "raios de sol" (spiculated periosteal reaction).
A quimioterapia neoadjuvante é crucial para reduzir o tamanho do tumor primário, facilitar a cirurgia de ressecção com margens adequadas e tratar micrometástases subclínicas, melhorando a sobrevida global e a chance de salvamento do membro.
Os critérios de Huvos avaliam o grau de necrose tumoral na peça cirúrgica após a quimioterapia neoadjuvante. Um alto grau de necrose (Huvos III ou IV) indica boa resposta à quimioterapia e está associado a um melhor prognóstico.
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