Osteossarcoma Pediátrico: Diagnóstico Radiográfico e Sinais Chave

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Menina, 11 anos, apresenta dor no joelho direito há 6 meses. A descrição mais adequada da lesão vista nas radiografias e o diagnóstico mais provável, respectivamente, é: 

Alternativas

  1. A) lesão permeativa no fêmur distal, sem reação periosteal / histiocitose de células de Langerhans
  2. B) lesão lítica de aspecto insuflativo no fêmur, sem reação periosteal / tumor de células gigantes
  3. C) espessamento cortical do fêmur com acentuação do trabeculado / doença de Paget
  4. D) lesão expansiva heterogênea, predominantemente esclerótica, no fêmur com reação periosteal / osteossarcoma

Pérola Clínica

Dor óssea persistente em criança/adolescente + lesão expansiva esclerótica com reação periosteal (triângulo de Codman/raios de sol) → Suspeitar de Osteossarcoma.

Resumo-Chave

Osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum em crianças e adolescentes, frequentemente afetando a metáfise de ossos longos como o fêmur distal. Radiograficamente, manifesta-se como uma lesão lítica e esclerótica, com destruição cortical e reação periosteal agressiva (ex: triângulo de Codman, espiculada em 'raios de sol'), que são sinais de alta malignidade.

Contexto Educacional

O osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum em crianças e adolescentes, com um pico de incidência na segunda década de vida, coincidindo com os picos de crescimento ósseo. A apresentação clínica mais comum é dor localizada, que pode ser persistente e piorar à noite, muitas vezes acompanhada de inchaço e sensibilidade na área afetada. A suspeita clínica é crucial, e a radiografia simples é o exame inicial mais importante para o diagnóstico. Radiograficamente, o osteossarcoma tipicamente se manifesta como uma lesão expansiva, heterogênea, com áreas de lise (destruição óssea) e esclerose (formação óssea tumoral), que pode ser predominantemente esclerótica. Um achado característico e altamente sugestivo de malignidade é a reação periosteal agressiva. Esta pode se apresentar como o 'triângulo de Codman' (elevação do periósteo com formação de um triângulo de osso novo na periferia da lesão) ou como espículas perpendiculares à cortical óssea, formando o padrão de 'raios de sol'. A localização mais comum é a metáfise de ossos longos, especialmente o fêmur distal, tíbia proximal e úmero proximal. O diagnóstico definitivo requer biópsia, mas os achados radiográficos são fundamentais para guiar a investigação e o planejamento terapêutico, que geralmente envolve quimioterapia neoadjuvante, cirurgia e quimioterapia adjuvante. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no tratamento multimodal.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados radiográficos típicos do osteossarcoma?

O osteossarcoma classicamente apresenta uma lesão expansiva, lítica e esclerótica (mista), com destruição cortical e uma reação periosteal agressiva, que pode ser espiculada ('raios de sol') ou laminar com formação do triângulo de Codman.

Qual a localização mais comum do osteossarcoma em crianças?

O osteossarcoma afeta predominantemente as metáfises dos ossos longos, sendo os locais mais comuns o fêmur distal, a tíbia proximal e o úmero proximal, regiões de rápido crescimento ósseo.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais de uma lesão óssea agressiva em crianças?

Os principais diagnósticos diferenciais incluem outros tumores malignos (Sarcoma de Ewing, condrossarcoma), infecções (osteomielite) e, em casos menos comuns, lesões benignas agressivas ou cistos ósseos aneurismáticos.

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