Osteossarcoma: Localização e Diagnóstico na Infância

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026

Enunciado

O osteossarcoma, tumor ósseo maligno primário mais frequente na infância e adolescência, geralmente se manifesta com dor óssea localizada, de caráter progressivo, intensa (lancinante) e com piora no repouso, além de aumento de volume com possível hiperemia e calor local. A dor, frequentemente associada à história de trauma prévio, pode ser o único sintoma por semanas ou meses. As localizações preferenciais do tumor estão relacionadas às áreas de maior atividade osteoblástica durante o crescimento. Com base nessas informações, assinale a alternativa que indica o local mais frequentemente acometido pelo osteossarcoma:

Alternativas

  1. A) Costela.
  2. B) Mandíbula.
  3. C) Bacia.
  4. D) Fêmur.
  5. E) Vértebras.

Pérola Clínica

Osteossarcoma = dor óssea progressiva + aumento de volume + metáfise de ossos longos (fêmur distal é o principal).

Resumo-Chave

O osteossarcoma é o tumor ósseo primário mais comum em jovens, ocorrendo tipicamente em áreas de crescimento rápido (metáfises), com o fêmur distal sendo o sítio mais frequente.

Contexto Educacional

O osteossarcoma é uma neoplasia maligna caracterizada pela produção de osteoide (osso imaturo) pelas células tumorais. Sua incidência apresenta um pico bimodal, sendo o principal durante a adolescência, coincidindo com o estirão do crescimento. A fisiopatologia está ligada a mutações em genes supressores de tumor, como RB1 e TP53 (Síndrome de Li-Fraumeni). O diagnóstico precoce é vital, pois a doença tem alto potencial metastático, principalmente para os pulmões. O tratamento atual envolve quimioterapia neoadjuvante, cirurgia de preservação de membro (sempre que possível) e quimioterapia adjuvante, elevando a sobrevida global para cerca de 60-70% em casos não metastáticos ao diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Qual o local mais comum do osteossarcoma?

O local mais frequentemente acometido é a região da metáfise dos ossos longos, onde há maior atividade de crescimento. O fêmur distal responde por cerca de 40% dos casos, seguido pela tíbia proximal e pelo úmero proximal. Juntos, os ossos ao redor do joelho (fêmur distal e tíbia proximal) compõem a grande maioria das apresentações clínicas iniciais.

Quais são os sinais radiológicos clássicos?

Radiograficamente, o osteossarcoma apresenta-se como uma lesão lítica e blástica (mista) com margens mal definidas. Sinais de agressividade periosteal são marcantes, como o 'Triângulo de Codman' (elevação do periósteo) e o aspecto de 'raios de sol' ou 'sunburst' (formação óssea neoplásica divergente). A ressonância magnética é fundamental para avaliar a extensão intramedular e o comprometimento de tecidos moles.

Como diferenciar a dor do osteossarcoma da dor de crescimento?

Diferente da dor de crescimento, que costuma ser bilateral, noturna e melhora com massagem sem edema local, a dor do osteossarcoma é tipicamente unilateral, progressiva, lancinante, não melhora com repouso e frequentemente associa-se a aumento de volume, calor local e limitação funcional. Qualquer dor óssea persistente após trauma leve em adolescentes deve ser investigada com imagem.

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