Osteossarcoma Pediátrico: Sinais, Diagnóstico e Manejo

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023

Enunciado

Menino, 14 anos de idade, apresenta dor leve no joelho direito, mais frequente à noite. Refere um trauma leve no local há 03 meses. Nega febre, mas observa calor local. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, deambula sem alteração de marcha. O joelho encontra-se edemaciado sem rubor, sem dor a palpação de proeminências ósseas. Arco de movimento 0 a 110˚ de flexão. Testes de Appley e McMurray negativos. Exames complementares apresentam-se alterados: níveis séricos elevados de Fosfatase Alcalina e na radiografia do joelho, esclerose difusa na metáfise distal do fêmur. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Osteomielite.
  2. B) Osteossarcoma.
  3. C) Lesão do menisco.
  4. D) Doença de Osgood-Schlatter.

Pérola Clínica

Adolescente com dor óssea noturna, calor local, FA elevada e lesão esclerótica metafisária → suspeitar de osteossarcoma.

Resumo-Chave

O osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum em crianças e adolescentes, frequentemente afetando as metáfises de ossos longos, como o fêmur distal. A dor óssea, especialmente noturna, e o inchaço local são sintomas comuns. A elevação da fosfatase alcalina e achados radiográficos como esclerose ou padrão "sol nascente" são indicativos.

Contexto Educacional

O osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum em crianças e adolescentes, com um pico de incidência na segunda década de vida. Geralmente se desenvolve nas metáfises de ossos longos, sendo o fêmur distal, a tíbia proximal e o úmero proximal os locais mais frequentemente afetados. A etiologia exata é desconhecida, mas fatores genéticos e ambientais podem estar envolvidos. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico. A apresentação clínica típica inclui dor óssea progressiva, muitas vezes pior à noite e não aliviada por analgésicos comuns, e inchaço local. Um trauma leve pode ser relatado, mas geralmente não é a causa da lesão. O exame físico pode revelar uma massa palpável, calor local e sensibilidade. Exames complementares incluem radiografias simples, que podem mostrar lesões escleróticas, líticas ou mistas, com reação periosteal e destruição cortical. A ressonância magnética é essencial para avaliar a extensão da lesão e o planejamento cirúrgico, e a biópsia é confirmatória. A fosfatase alcalina sérica pode estar elevada. O tratamento do osteossarcoma é multimodal, envolvendo quimioterapia neoadjuvante, cirurgia para ressecção do tumor (geralmente com preservação do membro) e quimioterapia adjuvante. O prognóstico depende do estágio da doença, da resposta à quimioterapia e da presença de metástases. O acompanhamento a longo prazo é necessário para monitorar recidivas e metástases, principalmente pulmonares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do osteossarcoma em adolescentes?

Os sintomas mais comuns incluem dor óssea persistente, que pode piorar à noite ou com a atividade, inchaço ou massa palpável na área afetada, e, ocasionalmente, limitação do movimento ou claudicação.

Que achados radiográficos são sugestivos de osteossarcoma?

Na radiografia, o osteossarcoma pode apresentar padrões como lesões blásticas (escleróticas), líticas ou mistas, com destruição cortical, reação periosteal (padrão "sol nascente" ou triângulo de Codman) e extensão para os tecidos moles.

Por que a fosfatase alcalina pode estar elevada no osteossarcoma?

A fosfatase alcalina é um marcador de atividade osteoblástica. No osteossarcoma, que é um tumor produtor de matriz óssea, há um aumento na atividade dos osteoblastos tumorais, levando à elevação dos níveis séricos de fosfatase alcalina.

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