SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica e silenciosa. É considerada uma doença osteometabólica caracterizada por resistência óssea comprometida, predispondo a um risco aumentado de fratura. A resistência óssea é uma função tanto de quantidade óssea, estimada pela medição da densidade mineral óssea, quanto de qualidade óssea, conjunto de propriedades que inclui microarquitetura óssea, taxa de remodelação, grau de mineralização e normalidade da matriz osteoide. Em relação à osteoporose na menopausa, assinale a alternativa correta.
Prevenção e tratamento não farmacológico da osteoporose = exercícios de impacto, cálcio/vitamina D, cessar tabagismo e ↓ álcool.
As medidas não farmacológicas são a base da prevenção e tratamento da osteoporose, independentemente da terapia medicamentosa. Incluem a otimização da ingestão de cálcio e vitamina D, a prática regular de exercícios com carga e impacto para estimular a formação óssea, e a modificação de hábitos de vida prejudiciais como tabagismo e consumo excessivo de álcool.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição prevalente e grave, caracterizada pela perda de massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e risco de fraturas. A deficiência estrogênica após a menopausa acelera a remodelação óssea, com reabsorção superando a formação, resultando em perda óssea progressiva. O manejo da osteoporose envolve uma abordagem multifacetada, e as recomendações não farmacológicas são a pedra angular, tanto na prevenção quanto no tratamento. A prática regular de exercícios físicos, especialmente aqueles com carga e impacto, é crucial para estimular a formação óssea e fortalecer a musculatura, melhorando o equilíbrio e reduzindo o risco de quedas. Uma dieta rica em cálcio e vitamina D é fundamental para fornecer os substratos necessários para a saúde óssea. Além disso, a modificação de hábitos de vida prejudiciais é imperativa. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são conhecidos fatores de risco para osteoporose, pois afetam negativamente o metabolismo ósseo e aumentam o risco de quedas. Cessar o tabagismo e moderar a ingestão alcoólica são medidas essenciais. A densitometria óssea é o principal método diagnóstico, e a triagem deve ser considerada em mulheres pós-menopausa com fatores de risco, mesmo antes dos 65 anos.
Os fatores de risco modificáveis incluem baixa ingestão de cálcio e vitamina D, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixo peso corporal e uso prolongado de certos medicamentos como corticosteroides.
Exercícios de carga e impacto (como caminhada, corrida, musculação) estimulam os osteócitos e osteoblastos, promovendo a formação óssea e aumentando a densidade mineral óssea, além de melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.
O cálcio é o principal componente mineral do osso, e a vitamina D é essencial para sua absorção intestinal. Uma ingestão adequada de ambos é fundamental para manter a densidade óssea e prevenir a perda óssea.
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