UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
A menopausa é um fator de risco para a osteoporose, por causar diminuição da densidade óssea. Sobre a osteoporose pós-menopausa, é correto afirmar que
Osteoporose pós-menopausa → ↓ estrogênio → ↑ RANKL e ↓ osteoprotegerina → ↑ reabsorção óssea.
A deficiência de estrogênio na menopausa é a principal causa da osteoporose pós-menopausa. O estrogênio normalmente inibe a formação de RANKL e estimula a produção de osteoprotegerina (OPG), que é um decoy receptor para RANKL. A sua ausência desequilibra o sistema RANKL/RANK/OPG, favorecendo a atividade osteoclástica e a reabsorção óssea.
A osteoporose pós-menopausa é a forma mais comum de osteoporose primária, afetando milhões de mulheres em todo o mundo. É caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura óssea, levando a um aumento do risco de fraturas. A principal causa é a deficiência de estrogênio que ocorre após a menopausa. O estrogênio desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo ósseo, inibindo a reabsorção óssea e promovendo a formação óssea. A perda de estrogênio na menopausa desequilibra o sistema RANKL/RANK/OPG (Receptor Activator of Nuclear factor Kappa-B Ligand/Receptor Activator of Nuclear factor Kappa-B/Osteoprotegerina). O estrogênio normalmente suprime a produção de RANKL pelos osteoblastos e estimula a produção de osteoprotegerina (OPG). Com a deficiência de estrogênio, há um aumento na produção de RANKL e uma diminuição na produção de OPG, resultando em maior ligação de RANKL ao seu receptor RANK nos precursores de osteoclastos, promovendo sua diferenciação, ativação e, consequentemente, um aumento na reabsorção óssea. Clinicamente, a osteoporose pós-menopausa é assintomática até a ocorrência de fraturas. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, que mostra um T-score ≤ -2,5 desvios-padrão. Ao contrário de algumas outras doenças ósseas, a osteoporose primária não cursa com hipocalcemia ou aumento da fosfatase alcalina sérica, que geralmente permanecem dentro dos limites da normalidade. A perda óssea afeta tanto o osso trabecular quanto o cortical, mas o osso trabecular é mais suscetível à perda rápida devido à sua maior área de superfície.
O estrogênio é crucial na manutenção da densidade óssea, pois inibe a reabsorção óssea e promove a formação óssea. Ele suprime a produção de RANKL e estimula a produção de osteoprotegerina (OPG), mantendo o equilíbrio entre osteoblastos e osteoclastos.
Na osteoporose pós-menopausa, a deficiência de estrogênio leva a um aumento na produção de RANKL e uma diminuição de OPG. Isso resulta em maior ligação de RANKL ao receptor RANK nos precursores de osteoclastos, aumentando sua ativação e, consequentemente, a reabsorção óssea.
Na osteoporose pós-menopausa primária, os níveis séricos de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina geralmente permanecem dentro dos limites da normalidade. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea.
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