Osteoporose Pós-Menopausa: Tratamento com Bisfosfonatos

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 65 anos procura atendimento médico na unidade de atenção primária. Relata que teve a menopausa aos 50 anos, com diagnóstico de osteoporose, confirmado por exame de densitometria óssea (T-score de -2,5). A paciente não apresenta histórico de fraturas, é obesa, sedentária e faz uso crônico de corticoides orais. Diante do caso, a conduta adequada é

Alternativas

  1. A) reposição hormonal com estrógenos orais, restrição de atividade física de alto impacto, com nova avaliação após 1 ano.
  2. B) calcitonina nasal, recomendando exercícios leves, além de sugerir aumento de ingestão de alimentos ricos em cálcio e em vitamina D.
  3. C) vitamina D isolada associada ao aumento da ingestão de proteínas, recomendando atividades físicas de baixo impacto, com reavaliação após 1 ano.
  4. D) bisfosfonato oral, recomendando a prática regular de exercícios físicos (por 30 a 40 minutos, 3 vezes por semana) e a suplementação de cálcio e de vitamina D.

Pérola Clínica

Osteoporose (T-score ≤ -2,5) ou com alto risco (uso de corticoide) → tratar com Bisfosfonato + Cálcio + Vitamina D + Exercício físico regular.

Resumo-Chave

O tratamento da osteoporose visa reduzir o risco de fraturas. A terapia de primeira linha inclui bisfosfonatos, que inibem a reabsorção óssea. É fundamental associar a suplementação de cálcio e vitamina D, além da prática regular de exercícios de resistência e com impacto para estimular a formação óssea.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade e do risco de fraturas. A osteoporose pós-menopausa é a forma mais comum, causada pela deficiência de estrogênio, que acelera a reabsorção óssea. Fatores de risco adicionais incluem idade avançada, baixo peso, tabagismo, sedentarismo e uso de medicamentos como os glicocorticoides. O diagnóstico é realizado pela Densitometria Óssea (DXA), que define osteoporose com um T-score ≤ -2,5. O tratamento é indicado para pacientes com diagnóstico densitométrico ou para aqueles com osteopenia e alto risco de fratura, calculado por ferramentas como o FRAX, especialmente na presença de fatores de risco maiores como o uso crônico de corticoides. O manejo da osteoporose envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas gerais incluem a prática regular de exercícios físicos (resistência e impacto), dieta rica em cálcio e exposição solar adequada para síntese de vitamina D. A suplementação de cálcio e vitamina D é quase sempre necessária. A terapia farmacológica de primeira linha são os bisfosfonatos (ex: alendronato), agentes antirreabsortivos que diminuem a atividade dos osteoclastos e reduzem significativamente o risco de fraturas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para osteoporose pela densitometria óssea?

O diagnóstico é confirmado por um T-score igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em qualquer um dos sítios avaliados (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur). Um T-score entre -1,0 e -2,5 define osteopenia.

Qual a conduta farmacológica de primeira linha para osteoporose?

Os bisfosfonatos orais, como o alendronato e o risedronato, são a primeira escolha de tratamento devido à sua comprovada eficácia na redução do risco de fraturas vertebrais e de quadril, além de seu perfil de custo-benefício favorável.

Por que o uso crônico de corticoides é um fator de risco para osteoporose?

Os glicocorticoides causam perda óssea acelerada por múltiplos mecanismos: diminuem a função dos osteoblastos (células formadoras de osso), aumentam a atividade dos osteoclastos (células de reabsorção óssea), reduzem a absorção intestinal de cálcio e aumentam sua excreção renal.

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