UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Mulher de 52 anos de idade em consulta ginecológica de rotina. Refere parada da menstruação há 6 anos. Nega sintomas vasomotores (fogachos) e refere gastrite e intolerância à lactose. A mãe tem osteoporose. A densitometria óssea mostra T-score de coluna L1-L4 = -2.5 desvios-padrão e de fêmur total= -2 desvios-padrão.Qual medicação mais indicada para este caso?Após quanto tempo deve ser repetida a densitometria óssea?
Osteoporose pós-menopausa (T-score ≤ -2.5) → Bisfosfonato oral; repetir densitometria em 1-2 anos.
A paciente apresenta osteoporose pós-menopausa (T-score de coluna L1-L4 = -2.5). A primeira linha de tratamento são os bisfosfonatos orais. Devido à gastrite e intolerância à lactose, deve-se considerar a tolerância e absorção, mas bisfosfonatos semanais são geralmente bem tolerados. A densitometria óssea de controle é repetida geralmente após 1-2 anos do início do tratamento.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição prevalente caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento do risco de fraturas. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, utilizando o T-score, onde valores iguais ou inferiores a -2.5 desvios-padrão confirmam a doença. O tratamento visa prevenir fraturas e, na maioria dos casos, os bisfosfonatos são a primeira escolha devido à sua capacidade de inibir a reabsorção óssea. Condições como gastrite e intolerância à lactose podem influenciar a escolha ou a tolerância, mas não contraindicam o uso, exigindo apenas atenção à posologia e possíveis efeitos gastrointestinais. O monitoramento da eficácia do tratamento é realizado através da repetição da densitometria óssea, geralmente após 1 a 2 anos, para avaliar a estabilização ou melhora da densidade mineral óssea. Este manejo é crucial para residentes, pois a osteoporose é uma doença crônica que requer acompanhamento contínuo e individualizado.
O diagnóstico de osteoporose é estabelecido quando o T-score é igual ou inferior a -2.5 desvios-padrão em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur), em mulheres pós-menopausa e homens com mais de 50 anos.
Os bisfosfonatos orais (como alendronato e risedronato) são as medicações de primeira linha devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas e bom perfil de segurança, inibindo a reabsorção óssea.
A densitometria óssea é geralmente repetida após 1 a 2 anos do início do tratamento para avaliar a resposta terapêutica, a estabilidade da massa óssea e a necessidade de ajustes na medicação.
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