HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Paciente de 82 anos de idade, branca, sem comorbidades, teve queda de nível há 4 meses resultando em fratura do colo do fêmur. O RX do tórax evidencia fratura de T11 e sinais de osteopenia. PTH e cálcio sérico normais; tomografia exclui etiologia neoplásica. Qual a conduta CORRETA para o caso?
Fratura por fragilidade em idoso (>50 anos) = diagnóstico de osteoporose, iniciar tratamento.
Em pacientes idosos com fratura por fragilidade (como colo de fêmur ou vertebral após queda de nível), o diagnóstico de osteoporose é clínico, independentemente da densitometria óssea. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com bisfosfonatos e suplementação de cálcio e vitamina D.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, do risco de fraturas. Em pacientes idosos, especialmente mulheres pós-menopausa, uma fratura por fragilidade (definida como fratura decorrente de trauma de baixa energia, como uma queda da própria altura) é um critério diagnóstico clínico de osteoporose, independentemente dos resultados da densitometria óssea. Neste caso, a paciente de 82 anos com fratura de colo de fêmur e fratura vertebral (T11) após queda de nível já tem o diagnóstico de osteoporose estabelecido. A investigação de causas secundárias (como neoplásica, excluída pela tomografia, e PTH/cálcio normais) é importante, mas não atrasa o início do tratamento. A conduta correta é iniciar imediatamente a terapia farmacológica para reduzir o risco de novas fraturas. O tratamento de primeira linha para osteoporose pós-menopausa e em idosos com alto risco de fratura são os bisfosfonatos, que inibem a reabsorção óssea. A suplementação de cálcio e vitamina D é fundamental para otimizar a eficácia dos bisfosfonatos e garantir a mineralização óssea adequada. A terapia hormonal (estrogênio) não é a primeira escolha para essa faixa etária devido aos riscos cardiovasculares e oncológicos, e a vitamina D isolada não é suficiente para tratar a osteoporose estabelecida. A densitometria óssea pode ser solicitada para monitoramento, mas não deve atrasar o início do tratamento.
Em pacientes com mais de 50 anos, a ocorrência de uma fratura por fragilidade (resultante de trauma de baixa energia, como queda da própria altura) é suficiente para o diagnóstico clínico de osteoporose, mesmo sem densitometria óssea prévia.
A conduta inicial é o tratamento farmacológico com bisfosfonatos, associado à suplementação de cálcio e vitamina D, para reduzir o risco de novas fraturas e melhorar a densidade mineral óssea.
A densitometria óssea é importante para rastreamento e monitoramento, mas a presença de uma fratura por fragilidade em um paciente idoso já estabelece o diagnóstico de osteoporose grave e a necessidade de tratamento imediato, independentemente do T-score.
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