HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Uma senhora de 52 anos de idade, magra, professora universitária, vem ao ginecologista com 18 meses de amenorreia. Preocupa-se com osteoporose, desde que sua mãe sofrera uma fratura do quadril aos 55 anos de idade. O exame físico comprovou atrofia genital compatível com falência ovariana. Informa ter rinite alérgica desde a juventude. A densitometria óssea mostrou densidade normal da coluna e leve osteopenia do fêmur. Diante desse problema, qual droga e dose são recomendadas para o tratamento e/ou prevenção da osteoporose, nesse caso?
Mulher pós-menopausa com osteopenia e risco de fratura → Risedronato 5 mg/dia ou 35 mg/semana para prevenção/tratamento.
A paciente apresenta fatores de risco para osteoporose (pós-menopausa, história familiar de fratura, osteopenia no fêmur). Bifosfonatos, como o Risedronato, são a primeira linha para prevenção e tratamento da osteoporose, com doses específicas para cada indicação.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição crônica caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura óssea, levando a um aumento do risco de fraturas por fragilidade. A menopausa resulta na deficiência de estrogênio, que acelera a perda óssea. A história familiar de fraturas, especialmente de quadril, é um fator de risco significativo que deve ser sempre investigado. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, que avalia a densidade mineral óssea (DMO) em locais como coluna lombar e fêmur. A paciente em questão apresenta osteopenia no fêmur e múltiplos fatores de risco, indicando a necessidade de intervenção. Os bifosfonatos são a classe de medicamentos de primeira linha para a prevenção e tratamento da osteoporose devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas. Eles atuam inibindo a atividade dos osteoclastos, células responsáveis pela reabsorção óssea, preservando assim a massa óssea. O Risedronato é um bifosfonato amplamente utilizado, com aprovação para prevenção e tratamento da osteoporose em doses diárias ou semanais. É crucial orientar o paciente sobre a forma correta de administração dos bifosfonatos (em jejum, com água, permanecer em pé por 30-60 minutos) para otimizar a absorção e minimizar efeitos adversos gastrointestinais. Além da farmacoterapia, a suplementação de cálcio e vitamina D, exercícios de carga e modificações no estilo de vida são componentes importantes do manejo da osteoporose.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, menopausa precoce, baixo peso corporal, história familiar de fraturas, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso prolongado de corticosteroides e algumas doenças crônicas como artrite reumatoide e hipertireoidismo.
A densitometria óssea (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose, medindo a densidade mineral óssea (DMO) na coluna lombar e no fêmur. Os resultados são expressos como T-score (comparação com adultos jovens) e Z-score (comparação com pares de mesma idade). É usada para diagnosticar osteopenia/osteoporose e monitorar a resposta ao tratamento.
Os bifosfonatos atuam inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos. Eles se ligam à hidroxiapatita na superfície óssea e, quando os osteoclastos tentam reabsorver o osso, internalizam o bifosfonato, que interfere em sua função e induz sua apoptose, resultando em um aumento da densidade óssea e redução do risco de fraturas.
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