Osteoporose Pós-Menopausa: Avaliação de Risco e Tratamento

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 52 anos, em amenorreia há 1 ano, vem à consulta de rotina, com exames solicitados. Apresenta intolerância à lactose, mas nega hipertensão ou diabetes. Traz os seguintes exames: TSH 2,2 (0,4 a 5,6 UI/mL), cálcio iônico 4,9 (4,7-5,2 mg/dL), magnésio 1,9 (1,6- 2,6 mg/dL), 25OHD 52 ng/mL, clearance de creatinina 84 ml/min, e radiografia de coluna lombo-sacra sem sinais de fratura ou de achatamento de vértebras. Densitometria óssea (exame realizado sob técnica adequada):Sobre o caso em questão, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) deve-se suplementar “vitamina D” (colecalciferol), objetivando manter níveis de 25OHD acima de 60 ng/ml, valores que se associam a maior proteção óssea e muscular.
  2. B) o uso da plataforma FRAX® pode ser útil para definir risco de fratura nos próximos anos, e ajudar na indicação de terapia antirreabsortiva óssea.
  3. C) neste caso, deve-se usar o “z-score” para avaliação densitométrica da paciente, e seu diagnóstico é de baixa massa óssea.
  4. D) caso esteja em uso de terapia de reposição hormonal (TRH) com estrogênio e progesterona, aumenta-se o risco de fratura de fragilidade.
  5. E) só está indicada suplementação de cálcio se paciente apresentar níveis séricos persistentemente reduzidos de cálcio ionizado.

Pérola Clínica

Mulher pós-menopausa: FRAX® útil para risco de fratura e indicação de terapia antirreabsortiva óssea; T-score para diagnóstico densitométrico.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa, o diagnóstico de osteoporose é feito pelo T-score na densitometria óssea. O FRAX® é uma ferramenta importante para avaliar o risco de fraturas em 10 anos, auxiliando na decisão de iniciar tratamento, especialmente em pacientes com osteopenia ou fatores de risco adicionais.

Contexto Educacional

A osteoporose pós-menopausa é uma doença esquelética caracterizada por diminuição da resistência óssea, predispondo a um aumento do risco de fraturas. É uma condição comum que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, sendo um importante problema de saúde pública devido à morbidade e mortalidade associadas às fraturas. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea, utilizando o T-score. A avaliação da paciente pós-menopausa com osteoporose ou osteopenia deve incluir a densitometria óssea e a consideração de fatores de risco clínicos para fraturas. A ferramenta FRAX® é fundamental para estimar o risco de fraturas maiores e de quadril em 10 anos, auxiliando na decisão de iniciar tratamento farmacológico, mesmo em pacientes com osteopenia. Níveis adequados de vitamina D (geralmente acima de 30 ng/mL) e ingestão suficiente de cálcio são importantes para a saúde óssea, mas a suplementação de cálcio só é indicada se a ingestão dietética for insuficiente. A suplementação de vitamina D é frequentemente necessária. O tratamento da osteoporose pode incluir medicamentos antirreabsortivos (bifosfonatos, denosumabe) ou formadores de osso (teriparatida), além de medidas não farmacológicas. A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser uma opção em mulheres selecionadas, especialmente se houver sintomas vasomotores, e tem efeito protetor sobre a massa óssea. O objetivo do tratamento é reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Qual a principal ferramenta para avaliar o risco de fratura em mulheres pós-menopausa?

A principal ferramenta para avaliar o risco de fratura em mulheres pós-menopausa é o FRAX® (Fracture Risk Assessment Tool), que calcula a probabilidade de fraturas maiores e de quadril em 10 anos, auxiliando na decisão terapêutica.

Quando é indicado o uso do T-score e do Z-score na densitometria óssea?

O T-score é usado para diagnosticar osteopenia e osteoporose em mulheres pós-menopausa e homens >50 anos. O Z-score é utilizado em crianças, adolescentes, mulheres pré-menopausa e homens <50 anos para avaliar a massa óssea em relação a indivíduos da mesma idade e sexo.

A terapia de reposição hormonal (TRH) aumenta o risco de fraturas de fragilidade?

Não, a terapia de reposição hormonal (TRH) com estrogênio e progesterona, quando indicada, pode reduzir o risco de fraturas de fragilidade em mulheres pós-menopausa, sendo uma opção terapêutica para osteoporose em casos selecionados.

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