PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Mulher, 50 anos, vai à UBS com exames solicitados na última consulta médica. Encontra-se na pós-menopausa, sedentária, ingestão diária de aproximadamente 1200g de cálcio na dieta. Densitometria óssea: T-score de -2,5 na coluna e T-score de -3,0 quadril; Perfil bioquímico: cálcio, fósforo, albumina, proteína total, creatinina, enzimas hepáticas, e eletrólitos = sem alterações; 25-hidroxi vitamina D: 35 ng/ml; Em relação ao diagnóstico realizado após análise dos exames, marque a alternativa CORRETA.
Osteoporose = doença silenciosa, assintomática até a primeira fratura por fragilidade.
A osteoporose é frequentemente chamada de 'doença silenciosa' porque a perda óssea ocorre progressivamente sem sintomas óbvios. A primeira manifestação clínica costuma ser uma fratura por fragilidade, que pode ocorrer com trauma mínimo ou mesmo espontaneamente, impactando significativamente a qualidade de vida e aumentando a morbimortalidade.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição metabólica óssea caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma doença de alta prevalência em mulheres após a menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. Sua importância clínica reside no alto impacto das fraturas por fragilidade na morbidade, mortalidade e qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico é estabelecido pela densitometria óssea, que mede a DMO e a compara com a de adultos jovens saudáveis (T-score). Um T-score ≤ -2,5 desvios-padrão em coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur confirma a osteoporose. É crucial investigar causas secundárias de osteoporose, mesmo em pacientes pós-menopausa. A condição é assintomática até a ocorrência de uma fratura, o que ressalta a importância do rastreamento em grupos de risco. O tratamento da osteoporose envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem a ingestão adequada de cálcio e vitamina D (dieta e/ou suplementação), a prática de exercícios físicos de sustentação de peso e resistência, e a prevenção de quedas. O tratamento farmacológico, quando indicado, pode incluir bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros, visando reduzir o risco de fraturas e aumentar a densidade óssea. O objetivo principal é prevenir a primeira fratura e as fraturas subsequentes.
O diagnóstico de osteoporose pós-menopausa é feito principalmente pela densitometria óssea (DXA), que avalia a densidade mineral óssea (DMO). Um T-score de -2,5 ou menos em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) confirma o diagnóstico. A exclusão de causas secundárias de osteoporose também é importante.
A suplementação de cálcio elementar é geralmente recomendada em doses de 500 a 1000 mg/dia, fracionadas nas refeições, para atingir uma ingestão total de 1000-1200 mg/dia (dieta + suplemento). A vitamina D deve ser suplementada para manter níveis séricos de 25-hidroxi vitamina D acima de 30 ng/mL, geralmente com doses diárias ou semanais de 800 a 2000 UI.
Para pacientes com osteoporose, são recomendados exercícios de sustentação de peso (como caminhada, corrida leve, dança) e exercícios de resistência (levantamento de peso com cargas adequadas). Esses tipos de exercícios ajudam a estimular a formação óssea e a aumentar a densidade mineral óssea, além de melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.
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