Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Mulher de 50 anos, menopausa há 2 anos, comparece ao consultório trazendo uma densitometria óssea solicitada pelo seu ginecologista que mostra T score em coluna lombar de - 2,5 e de colo de fêmuer - 3,0. Que exames complementares iniciais deverão ser solicitados, nesse caso, e qual diagnóstico diferencial a considerar?
Osteoporose pós-menopausa com T-score < -2,5 → investigar causas secundárias. Exames iniciais: Cálcio, Fósforo (sangue/urina 24h) e PTH para excluir hiperparatireoidismo.
Uma mulher pós-menopausa com osteoporose diagnosticada pela densitometria óssea (T-score ≤ -2,5) deve ter causas secundárias de osteoporose investigadas, mesmo que a deficiência estrogênica seja a causa mais comum. A avaliação inicial deve incluir exames para descartar distúrbios do metabolismo do cálcio e fósforo, como o hiperparatireoidismo primário.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. Em mulheres pós-menopausa, a deficiência estrogênica é a principal causa da osteoporose primária, levando a um aumento da reabsorção óssea. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, com um T-score igual ou inferior a -2,5 em qualquer sítio. No entanto, mesmo em mulheres pós-menopausa, é crucial investigar causas secundárias de osteoporose, que podem coexistir ou ser a principal etiologia da perda óssea. O hiperparatireoidismo primário é uma das causas mais importantes a serem consideradas, caracterizado por níveis elevados de paratormônio (PTH) e hipercalcemia, que estimulam a reabsorção óssea e podem levar à osteoporose, especialmente cortical. Para o diagnóstico diferencial, exames como cálcio total e iônico, fósforo sérico, PTH e 25-OH vitamina D são essenciais. A dosagem de cálcio e fósforo na urina de 24 horas também é fundamental para avaliar a excreção renal e diferenciar entre causas de hipercalcemia e hipocalcemia, além de identificar hipercalciúria. A identificação de uma causa secundária é vital, pois o tratamento será direcionado à condição subjacente, o que pode alterar significativamente o manejo e o prognóstico da osteoporose.
A osteoporose é diagnosticada quando o T-score na densitometria óssea é igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em qualquer um dos sítios avaliados (coluna lombar, colo do fêmur, fêmur total ou rádio 1/3 distal). A osteopenia é definida por um T-score entre -1,0 e -2,5.
O hiperparatireoidismo primário é uma causa comum de osteoporose secundária, caracterizado por níveis elevados de PTH e cálcio sérico, que levam à reabsorção óssea. É importante descartá-lo, pois o tratamento é diferente da osteoporose primária e pode envolver cirurgia.
Além da densitometria, exames iniciais incluem cálcio total e iônico, fósforo, PTH, 25-OH vitamina D, creatinina, TSH, e eletroforese de proteínas. Cálcio e fósforo na urina de 24 horas também são úteis para avaliar a excreção renal e auxiliar no diagnóstico diferencial de distúrbios metabólicos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo