MedEvo Simulado — Prova 2026
Fátima, 52 anos, comparece à consulta ginecológica relatando que sua última menstruação ocorreu há 24 meses. Ela é tabagista (um maço por dia há 20 anos) e não pratica atividades físicas regularmente. Relata que sua mãe sofreu uma fratura de fêmur aos 72 anos após uma queda da própria altura. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com índice de massa corporal (IMC) de 18,8 kg/m². Nega uso de corticoides ou outras medicações de uso contínuo. Diante do perfil clínico desta paciente e das recomendações atuais para a saúde óssea no período pós-menopausa, a conduta mais adequada é:
Pós-menopausa + Fatores de Risco (IMC < 19, Fumo, HF) → Solicitar DMO e Vitamina D.
Mulheres na pós-menopausa com fatores de risco clínicos (baixo peso, tabagismo, histórico familiar) devem realizar densitometria óssea antes dos 65 anos para estratificação de risco.
A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada pela redução da força óssea, predispondo a fraturas por fragilidade. Na pós-menopausa, a queda estrogênica leva a um desequilíbrio no remodelamento ósseo, com predomínio da atividade osteoclástica. A avaliação clínica deve utilizar ferramentas como o FRAX para estimar a probabilidade de fratura em 10 anos. O manejo inicial foca em mudanças de estilo de vida (cessação do tabagismo, exercícios de resistência e impacto, dieta calcária) e, se indicado pela DMO ou presença de fraturas prévias, terapia farmacológica com bisfosfonatos ou outros agentes antirreabsortivos.
A densitometria óssea (DMO) deve ser solicitada em mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos se apresentarem fatores de risco clínicos para baixa massa óssea ou fratura. Os principais fatores incluem: baixo índice de massa corporal (IMC < 19 kg/m²), tabagismo atual, uso prolongado de corticoides, histórico familiar de fratura de quadril em pais, artrite reumatoide e causas secundárias de osteoporose (como hipogonadismo ou má absorção).
O tabagismo é um fator de risco independente para a redução da densidade mineral óssea. Ele acelera o metabolismo do estrogênio (efeito antiestrogênico), reduz a absorção intestinal de cálcio e possui efeito tóxico direto nos osteoblastos. Em mulheres na pós-menopausa, o fumo antecipa a perda óssea e aumenta significativamente o risco de fraturas vertebrais e de quadril.
O cálcio é o componente estrutural básico da matriz óssea, e a vitamina D é essencial para sua absorção intestinal e regulação da homeostase mineral. Na pós-menopausa, a deficiência de estrogênio aumenta a reabsorção óssea; portanto, garantir níveis adequados de 25-hidroxivitamina D (idealmente > 30 ng/mL em pacientes de risco) e ingestão de cálcio (1.200 mg/dia) é fundamental para minimizar a perda óssea, embora a suplementação isolada possa não ser suficiente para tratar a osteoporose já estabelecida.
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